segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Todos os nomes

Por vezes penso que faço parte do elenco de um filme cómico ou mesmo de banda desenhada. Para isso muito ajudam as alcunhas de muitos dos meus amigos...
Por exemplo, na lista do meu telemóvel aparecem nomes como, Bicho, Cabra, Josh, Cardiaco, Bambola, Lombriga, Ota, Bekas, Kicas, Manzony, Morfes, entre outros. Para cada um destes teria muito para dizer, e quem sabe se no futuro o farei...
Por hoje contento-me por falar em três, os três que mais têm contribuido para o desenvolvimento e propagação tipo praga do meu blog!
Começo pelo Morbius. Morbius como podem calcular é muito provavelmente o seu nome verdadeiro. É um companheiro de luta nessa guerra que são os dias passados nas instalações dos Laboratórios Atral. Apaixonado por música, Morbius tem um sonho, um sonho que o faz mover montanhas, ou pelo menos fá-lo mover as pernas até à papelaria mais próxima uma vez por semana. Tem o sonho e a forte convicção que um dia vai vencer o primeiro prémio do Euro-Milhões ou, como ele apaixonadamente lhe chama, o Euro-Bilhas.
Controverso na maneira de agir divide opiniões, aqueles que acreditam que ele vai verdadeiramente vencer o Euro-Milhões, ou seja ele, e os outros que acreditam ser pouco provável.
É o chamado pelintra informático, não há jogo que ele não tente vencer com cheats, uma das suas grandes frustrações a par do euro bilhas é não conseguir fazer batota no Hattrick.
Josh é também ele um grande cromo, naturalmente não se chama Josh, o seu nome pelo qual desde sempre o conheço é Mano. Já o conheço desde pequeno quando um dia os meus pais me levaram a passear pelo parque e quando voltámos estava ele dentro de um cesto amordaçado à nossa porta, pelo tamanho já devia ter cerca de 7 anos. Os meus pais tomaram conta dele e ele foi ficando connosco até que casou.
A alcunha Josh vem do filme - Projecto Blair Witch, caso tenham visto lembram-se da cena em que um dos protagonistas, o Josh, desaparece e os seus companheiros gritam o seu nome por muito tempo. Ele gostou tanto desta cena que num célebre verão, todas as noites após beber umas jolas, percorria as ruas de Sesimbra a gritar desalmadamente JOSHHHH!!!! e por vezes até a dormir.
Actualmente está um pouco melhor, mas tem nova obsessão que quase o leva a não dormir e a deixar de comer. Esse flagelo que é o Hattrick, esse jogo online que tantos lares já desfez. Passa horas a mexer na sua equipa e, quando não consegue fazer mais nada, tenta alterar a minha e de outros.
Outro dos seus alter-egos surge normalmente no verão, quando despe a t-shirt e caminha para a beira de água, aparece o ...pavão, Josh encolhe a barriga ( o que não é fácil ) e começa a ficar roxo, por várias vezes teve de ser reanimado no local.
O terceiro é Badasso, eu poderia falar muito sobre badasso mas aprecio a vida livre e despreocupada que levo e não tenciono, nos próximos tempos viver sob o espectro do medo constante nem passar a viver num pouco eficaz contra as suas tenazes maquiavélicas plano de protecção de testemunhas.
Não sei a origem da alcunha Badasso, no entanto este caro colaborador em sabedoria neste blog, é também conhecido na sua versão Village People como Bâmbola, não confundir com o filme de Almodovar, ou ainda na sua versão máquina assassina, cruel e sem escrupulos, MACHINE!!! Sim, inspirado no filme 8 milimetros, este ser demoníaco faz corar e tremer de medo o verdadeiro Machine. Sempre acompanhado do seu Killers Kit que contém dois bisturis, 3 afasta-costelas, um fato completo de cabedal com máscara, um esmaga-ossos e um tira-teimas.
Pode ser visto na zona do monsanto, mais concretamente no parque do calhau.
É boa pessoa e é uma mais valia nos comentários deste espaço.
Poderão visitar os blogs de dois destes artistas, Morbius em http://dungeonsrecords.blogspot.com/ e badasso em http://badasso.blogspot.com/ e a página hattrick de Josh em http://www.ht-arena.com/sl_rosa

Comunicado de um Piri

Em relação ao anterior post, o autor não pode deixar de dizer o seguinte: 1º - Josh e Badasso, vocês são maldosos, essas insinuações sobre o burro... tss tss, como é óbvio esta pequena rábula é mera ficção e toda e qualquer semelhança com a realidade é uma pu(t/r)a de uma coincidência. 2º - Alex, folgo em ver-te por aqui, é com muito gosto que recebo os teus comentários 3º - Morbius, caro Morbius, a questão que se põe é onde é que tu andavas hoje enquanto eu ajudava os laboratórios Atral a tratar da saúde à humanidade??? E os joguinhos de cartas que fazes no teu local de trabalho, hum??? E não venhas com a desculpa que sou eu que jogo contigo, isso é uma descarada cabala que montaste contra mim... 4º - e último - Este foi o post que teve mais comentários desde o início do blog, por esse motivo, um muito obrigado a ti! Sim, tu, Jovem! Este blog também é teu! participa e faz deste um melhor blog para todos nós!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

SHRANTANEK

Nos viscosos pântanos governamentais de São Bento vivia Shrantanek, um enorme e verde ogre. O Ogre decidiu isolar-se do mundo porque estava farto de levar facadas nas costas daqueles que se fingiam ser seus amigos. Durante muito tempo Shrantanek só se tinha de preocupar com os caçadores de Ogres que ocasionalmente o incomodavam. Até que num frio dia de Outono, Shrantanek chocou contra uma criatura muito peculiar de seu nome Donkeyportas, um burro que contra todas as probabilidades, não só fala, como diz grandes barbaridades. De pronto o Ogre tentou livrar-se dele mas o burro não o largava para onde quer que ele fosse e sempre a tagarelar coisas como deixa-me ser teu amigo ou, compra-me dois submarinos ou ainda, posso sentar-me na tua cadeira de primeiro-ogre? Mas o Ogre não queria amigos, o que Shrantanek queria era sossego e estava constantemente a pedir ao burro que se fosse embora. Foi então que Shrantanek começou a ouvir uma grande algazarra e ao vir espreitar deu com um espectáculo nunca antes visto naqueles viscosos pântanos, dezenas e dezenas de boys reclamavam os seus prometidos jobs. Entre eles destacavam-se Bagão Pinóquio, Morais Gepetto e Marques Mendes Pan, o pequeno que não queria crescer. Estavam ainda os ratos cegos Telmo Correia e Nobre Guedes . O Ogre argumentou que nunca lhes tinha prometido nada e que só queria ocupar os viscosos pântanos sem que ninguém o incomodasse. Como viu que os boys não se iam embora, já em desespero perguntou o que eles queriam. Os boys contaram o que lhes tinha acontecido, estavam eles muito bem instalados nos seus jobs, paraísos fiscais e outros mais postos quando o terrível Rei de Belém decidiu expulsá-los das suas terras. O que eles pediam ao imponente ogre era que este fosse reclamar junto do Rei as espoliadas terras dos boys, de pronto o impotente burro se ofereceu para o acompanhar. Primeiro o Ogre recusou a companhia e mesmo a demanda que lhe era pedida mas vendo que era a única maneira de recuperar os seus pântanos governamentais acedeu e lá teve mesmo de partir em direcção ao reino de Belém do Lord Sampaio Farquaad na companhia do burro Donkeyportas. Ao chegar ao destino o Ogre pediu ao rei que devolvesse os jobs aos boys, este já farto de ouvir os queixumes do burro aceitou o pedido de Shrantanek com uma condição, este deveria salvar a bela princesa Manuela Fiona Leite que estava feita refém de um terrível dragão do déficite. Ogre e Burro partiram novamente para tentar salvar a princesa, atravessaram chuva e vento até que chegaram ao covil do dragão. De novo a bravura dos dois companheiros veio ao de cima e combateram com grande coragem o enorme dragão do déficite até que conmseguiram chegar ao quarto onde a princesa dormia. O burro recusou-se a entrar pois não gosta de entrar em quartos de mulheres mas o Ogre entrou e acordou a princesa com um longo e ressuscitante beijo. Os três regressaram em glória para devolver aos boys os seus jobs e viveram felizes para sempre...ou não!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Martunis e a hipocrisia do costume

Foi com satisfação que recebi a notícia que uma criança indonésia sobreviveu 19 dias em condições muito precárias, vítima do Tsunami. Mais satisfeito ainda fiquei quando soube que o menino envergava uma camisola da nossa selecção, não que isso tenha grande relevância no caso em questão mas, como eu li hoje no record, ficar indiferente a isso seria tolice. Como adepto de futebol que sou, fico sensibilizado cada vez que vejo uma criança num país distante envergar uma camisola Portuguesa, seja da selecção ou de algum clube, o futebol continua a ser um bom embaixador no estrangeiro, mesmo que não sirva de grande exemplo nas nossas fronteiras. Naturalmente começaram as movimentações de solidariedade de quem se pode dar ao luxo de a dar em grande escala, a federação, o seleccionador e jogadores. Noutras condições só estaria aqui a louvar estas atitudes, infelizmente não o posso fazer pois a minha consciência não me permite. Nada tenho a apontar ao seleccionador nem aos jogadores, creio que, apesar de não ser sua obrigação, estes por terem condições de vida priviligiadas desempanham um importante papel em campanhas de solidariedade pelo que contribuem bem como o exemplo que dão para outros contribuírem. Tenho no entanto mais uma vez de me insurgir contra a FPF, esta tão prestável instituição que prontamente se disponibilizou a oferecer uma casa à família da criança está mais uma vez a esquecer-se que, neste paraíso à beira mar plantado existe uma família que não precisa de solidariedade, precisa sim de receber o que é seu de direito, o montante que o tribunal fixou de indmenização para a FPF pagar à família do adepto do Sporting que faleceu em 1996, sim há 9 ANOS!!! na final da taça contra o Benfica. Sr. Madaíl, solidariedade é um gesto muito digno e respeitável, o que vocês estão a fazer dá-me profundas náuseas, respeitem primeiro as pessoas, o que elas querem não é solidariedade para aparecer nos meios de comunicação social mas sim RESPEITO! Espero que Martunis, bem como todos os que de alguma forma foram afectados pelo cataclisma do dia 26 possam continuar a viver, espero também que as ajudas internacionais contribuam para isso. Abraço

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Esta é uma foto da artista em plena acção!

What have i done???

Posso parecer arrependido nesta foto mas não é o caso. Foi tirada no dia da final do Europeu e o local é a casa de banho do meu irmão e da Rita onde a minha cunhadinha usou dos seus dotes para maquilhar os mais confiantes!O final da história vocês já conhecem mas valeu a pena, em 2006 lá estaremos de novo com as cores da nossa selecção estampadas no rosto prontos para borrar a tinta com as lágrimas que desta vez serão de felicidade

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Sporting - Benfica ao minuto da 1ª parte

20:00 - Os guarda-redes vêm para o aquecimento 20:05 - Dias da Cunha recebe Luis Filipe Vieira com um cordial haaaaaaaaaaaa... 20:10 - Zahovic chega ao estádio 20:14 - Dias da Cunha acaba de dizer haaaaaaaaaaaaa... Vieira começa a falar: hum hum... 20:15 - A equipa do benfica começa o aquecimento 20:16 - A equipa do sporting começa o aquecimento 20:20 - Liedson cai na zona da grande área 20:25 - Trapattoni começa a palestra final no balneário 20:30 - Zahovic começa a aquecer 20:35 - As equipas recolhem ao balneário 20:35 - Liedson cai nas escadas 20:40 - Trapattoni acorda com o som dos jogadores a sairem do balneário 20:41 - As equipas estão prestes a entrar quando o árbitro rapara que o benfica só tem dez jogadores 20:42 - Zahovic termina o aquecimento e junta-se aos colegas no túnel 20:42 - Rochemback levanta liedson do chão 20:45 - Início da partida 20:46 - Álvaro está rouco 20:47 - Liedson cai na área sem nenhum adversário num raio de cinco metros, penalty a favor do sporting 20:50 - Rochemback converte a grande penalidade, 1-0 20:51 - Petit lesiona-se e é substituido por Paulo Almeida 20:52 - Dias da Cunha diz boa noite a Vieira 20:55 - Cartão amarelo para Liedson por alegada simulação após sofrer entrada a pés juntos de Argel que arrancou um pedaço de carne da pele do jogador leonino 21:00 - Vieira retribui as boas noites ao seu anfitrião 21:05 - Liedson corre pela linha, Álvaro grita mais alto e o brasileiro cai, cartão amarelo para Fyssas. 21:07 - Peseiro chama Rochemback, este convida o treinador a tomar algo... 21:10 - Simão corre pela esquerda, a claque leonina começa a assobiar, Simão atira-se para o chão a chorar convulsivamente, Duarte Gomes assinala livre perigoso a favor do Benfica. 21:11 - Simão bate o livre e faz o empate 21:15 - Zahovic toca pela primeira vez na bola 21:20 - Pinilla marca um golo!!! nãaa, tou só a brincar 21:22 - Trappatoni pergunta a Álvaro o nome do reforço alemão que o técnico italiano irá adquirir em breve, a resposta é Alzheimer 21:25 - Liedson cai junto à bandeirola de canto, penalty a favor do Sporting. 21:26 - Pinilla marca, hehe eu não me contenho... 21:27 - Pedro Barbosa e Zahovic fazem um sprint numa disputa de bola, em escassos 10 segundos, quais Thierry Henry, percorrem a distância de um metro, a bola já não está lá. 21:28 - Sokota lesiona-se, entra Mantorras 21:29 - Paulo Almeida visivelmente fatigado pede a substituição, entra Everson para o seu lugar. 21:30 - Intervalo
A banda...

2005 concertos

Ainda estamos no início do ano e já temos água na boca à espera dos grandes concertos que vão chegar ao nosso país. Destaco três deles, se são os melhores concertos do ano ou não depende do gosto de cada um. O primeiro, de Judas Priest no Atlântico será certamente um grande concerto atendendo aos comentários de vários dos meus amigos. Não conheço muito do trabalho da banda mas os dois álbuns que ouvi têm muita qualidade. O segundo, também no Atlântico deverá contar com a minha presença pois já adquiri o bilhete apesar de se realizar apenas no dia 16 de Junho. Falo naturalmente de Maiden, a minha banda favorita! Pelo segundo ano consecutivo vêm ao nosso país, desta feita para tocarem temas dos primeiros quatro álbuns, no seguimento do primeiro volume da história da banda que foi lançado em dvd. Ouviremos temas de Iron Maiden, Killers, Number of the Beast e Piece of Mind, será preciso dizer algo mais?... Apesar de a minha banda favorita ser Maiden, o terceiro concerto é aquele que aguardo com mais expectativa, o de U2 que será no dia 14 de Agosto se não estou enganado, o local é que à data não está definido, Alvalade, Municipal de Coimbra ou Dragão? em breve teremos a resposta. Com este concerto vem mais um arrepio na espinha, o preço dos bilhetes que pelo que ouvi será de €50,00... dói na dói? Quero mesmo muito ir ao concerto pelo que relembro inocentemente aos meus amigos que o meu aniversário é a 18 de Julho... Se conseguir comprar bilhete estarei presente pois penso que será um grande concerto. Grande abraço

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Um 2005 melhor

A comunidade internacional está ainda em choque com os recentes acontecimentos na ásia, ninguém de bom senso pode ficar indiferente à desgraça que se abateu sobre o nosso mundo, as imagens, os números, os testemunhos de quem a viveu falam por si.Sei que o que aconteceu não mudará nada, nos primeiros tempos a sempre louvável solidariedade vai aparecer de todos os cantos do planeta mas, é uma questão de tempo até as guerras em alçgumas daquelas zonas regressarem, da maioria das pessoas se esquecer que de um momento para o outro tudo pode mudar e nesse momento pergunto eu, os pobres morrerão mais depressa que os ricos? Os Cristãos morrerão de forma diferente dos muçulmanos? Os homens sofrerão menos que as mulheres? Não me parece respondo eu! O mal menor desta tragédia seria pensar que o que aconteceu mudasse as mentalidades, que as pessoas pensassem duas vezes antes de participar em guerras que já ninguém sabe como começaram. A bela utopia a falar de novo...Gostaria que o nosso país também tivesse um ano melhor, com menos palhaçadas de politícos e outras figuras com responsabilidade perante a sociedade, que nós, cidadãos também agissemos um pouco melhor, que fizéssemos coisas tão simples mas tão importantes como poupar energia e água que tantas vezes são desnecessariamente gastas, contra mim falo! Que déssemos sangue, que disséssemos áqueles que nos amam que o sentimento é recíproco, que reciclássemos, tantas são as coisas que podemos fazer que nem me lembro de uma pequena parte para aqui citar.Gostava que o novo ano trouxesse lideres mais responsáveis para o mundo, que aqueles que têm poder para fazer as guerras e que com um simples toque num botão podem matar milhares de pessoas mudassem a sua filosofia, gostava que o terrorismo fosse cada vez mais sendo irradicado, seja o terrorismo dos fanáticos islâmicos, bascos e outros, seja o terrorismo dos fanáticos ocidentais como Bush, Blair e outros tantos. o fanatismo do exército israelita quase que nem merece ser referido por mim que não sou ninguém.O ano também teve coisas boas, não foi tudo mau mas com os mais recentes acontecimentos nem me dá vontade de recordar o que de bom se passou. Como o meu pai me dizia há pouco, como conseguimos nós festejar a passagem do ano depois do que está a acontecer? a resposta veio de pronto da mesma fonte, a vida tem de continuar, acabei de ver o resumo de um jogo que se realizou ontem na indonésia a poucos kms do epicentro do sismo... é triste mas é verdade, quase tão triste como uma turista portuguesa que dizia dois dias depois da tagédia ao embarcar para um dos países afectados, respondendo a uma jornalista que lhe perguntava se não ia preocupada: "estou um pouco preocupada, sempre quis conhecer as ilhas pipi e se calhar agora estão um pouco estragadas" - esta era a maior preocupação da SENHORA...Existem pessoas assim?...Bom ano de 2005 com muitas coisas boas a nivel pessoal, familiar, profissional e o que mais queiram são os meus sinceros votos.Grande abraço

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Desmotivação

Estou triste! Pior ainda que triste, estou desmotivado. Passo uma semana a trabalhar, dez horas é o tempo que estou no local de trabalho, chego por volta das 7:30h e saio às 17:30h. Apesar do trabalho não ser muito é psicologicamente desgastante estar dia após dia sem nada para fazer, a olhar para as paredes e a encontrar o único conforto nas escapadelas que posso dar para ler um pouco. As únicas coisas que me dão força para aguentar é saber que ao fim do dia venho para casa onde a família me espera e me apoia, saio de casa e estou com a pessoa que amo e mesmo nos dias em que não podemos estar juntos sei que o apoio dela é incondicional. Mas existe uma terceira coisa ( perdoem-me os amigos por não referir o tempo que passo com eles mas se não o faço é porque não posso estar com eles com muita frequência ) bem menos importante mas que me dá bastante gozo, algo que faço desde sempre pelo simples facto que adoro fazer! Agora, ver a alegria dessa actividade que posso fazer algumas vezes ser-me tirada é, e a melhor palavra que posso encontrar para descrever o meu sentimento, desmotivante. Sei que esta desmotivação vai passar, acaba sempre por passar. Sei também que para outros, apesar de acharem que tenho razão em estar chateado, não deveria levar isso muito a sério, o problema é que levo, é o meu feitio e contra ele nada posso fazer. Perdoem-me o desabafo, boa noite e espero que o meu próximo post seja bem mais alegre.

sábado, 20 de novembro de 2004

Parabéns

http:\\www.piri04.blogspot.com Porque este é também um espaço para notícias alegres, aqui fica uma bem fresquinha.Nasceu hoje a Sara, afilhada do meu irmão. É filha do Jorge e da Inês, a irmã da minha cunhada, a Rita.Deixo aqui os muito sinceros parabéns aos pais e desejo muita felicidade para o mais recente membro da família.

O verdadeiro adepto

http:\\www.piri04.blogspot.com Não resisti a colocar aqui a foto do grande adepto da nossa selecção, apesar do atraso, esta foto foi tirada na final do Europeu, não queria perder a oportunidade de aqui demostrar o grande e inigualável apoiante das quinas...
http:\\www.piri04.blogspot.com Aqui está uma das fotos em que com um grande espírito enfrentámos o frio cortante da serra e entoámos alegres cânticos

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Hypnerotomachia Poliphili

Cá estou eu a cumprir o prometido. Acabei hoje de ler A regra de Quattro. É um livro muito interessante em que dois estudantes se dedicam de corpo e alma a investigar e decifrar um livro publicado em meados de 1500 que alegadamente contém muitos segredos. Um pouco na onde de O Código Da Vinci, sem ter uma história sequer parecida, impressiona por ter sido escrito por dois jovens que demoraram 6 anos a escrevê-lo e porque, como os grandes livros nos agarra e obriga a consumir página atrás de página até final. Recomendo que leiam, eu gostei imenso! Agora vou virar-me para o Homem Duplicado de Saramago porque ainda estou à espera que os camaradas Badasso ou Jon me emprestem o ensaio sobre a cegueira... Já agora, Badasso que dizes do homem duplicado? Agora vou dormir porque tive um jogo desgastante onde fiz o meu segundo hattrick da época...Que maluco! Abraços

domingo, 14 de novembro de 2004

Urgências

Estou há algum tempo para escrever aqui sobre a última peça que assisti, foi no teatro Maria Matos que em excelente companhia tive a oportunidade de ver Urgências. Acabei de ver no blog da peça que esta não está actualmente em exibição mas fica aqui o endereço http:\\www.urgenciasteatro.blogspot.com para que leiam os textos e, quem sabe se volta a estar em exibição. Gostei muito, uma peça com alguns actores que já conhecia da televisão, outros que conhecia do teatro, entre os quais Tiago Rodrigues, um grande actor e também alguns que eu desconhecia. São cerca de duas horas bem passadas que, em caso de a peça voltar a estar em exibição, eu recomendo vivamente. Já que falo de teatro, aproveito a embalagem de uma conversa que tive com o meu amigo Tiago, não o actor, em que ele me incitava a escrever aqui sobre os altos preços do teatro em Portugal. Concordo plenamente com ele, apesar de existirem muitas peças em que se verificam preços acessíveis, muitas são também aquelas em que os preços são muito puxados para as nossas bolsas. Anteriormente escrevi sobre sobre os preços dos livros e sobre propostas para descontos na aquisição de livros. É urgente baixar os preços dos livros, cinema, Teatro, museus, etc.. Sei que não serve de desculpa, só vê quem quer e eu evito, mas a televisão é de borla, qualquer jovem pode ver a quinta das celebridades e outros bloqueadores de desenvolvimento intelectual. Também sei que na televisão é igualmente possível assistir a programas de qualidade mas não chega, o teatro é preciso, a leitura é indespensável! Para provar que não sou anti-televisão, apesar de não ter muito tempo livre e o que tenho normalmente não é dedicado à caixa mágica, vejam a sic-comédia, gosto mesmo muito de algumas séries, Alô-Alô é simplesmente brilhante apesar de estar a ver pela 56ª vez... Já agora, de momento estou a ler "A Regra de Quatro" de Ian Caldwell e Dustin Thomason, foi uma prenda que recebi, nunca tinha ouvido falar neste livro mas já me disseram que está nos tops de vendas. Ainda não vou sequer a meio mas creio que dentro de um ou dois dias estarei aqui a colocar um post com opinião bem favorável... Até breve

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

As duas taças

AS DUAS TAÇAS “Três taças para a disciplina. Sete para melhor marcador. Nove para o primeiro lugar. Uma para o senhor das trevas no seu negro trono Na terra de Benfica onde moram as sombras. Uma taça para a todas dominar, uma taça para as encontrar. Uma taça para a todas prender e na sede as reter Na terra de Benfica onde moram as sombras.” Os Uru – Kabras Após uma sanguinária batalha em que Arturomir caiu aos pés dos terríveis Uru – Kabras, Merry Kicas e Pippin Lopes foram levados pelos monstros que ostentavam na tromba a mão branca de Câmarauman. O feiticeiro branco tinha deixado bem claro que nada de mal poderia acontecer aos hobbits, o senhor das trevas Lord Pedro Sauron procurava um pequeno halfling que transportava o mais precioso dos tesouros da terra média, a Taça 1! No entanto os Uru – Kabras não são seres muito racionais, a viagem era longa e após a severa batalha que haviam travado começavam a sentir-se exaustos e esfaimados. As divisões internas começavam a ser insuportáveis, alguns dos Uru – Kabras sugeriam que matassem os halflings para saciarem a fome, o líder não admitia tal insolência, gerou-se intensa discussão e o líder num gesto rápido cortou o mal pela raiz degolando um dos contestatários e oferecendo o seu corpo aos esfomeados Uru – Kabras como jantar. Distraídos pelo inesperado banquete os bichos foram surpreendidos pelos Cavaleiros de RohanDamaia que haviam sido banidos do seu reino e agora erravam pela terra média combatendo os servos do senhor das trevas. A chacina começou. Os pequenos Hobbits viram nesta algazarra a sua hipótese de ouro para escaparem, começaram a rastejar não se apercebendo que iam em direcção a outro perigo enorme, a floresta tenebrosa do Calhau! Um dos Uru-Kabras seguiu os dois halflings para as profundezas da floresta que tinha histórias de fazer gelar qualquer um, desde espíritos malignos a assassinos e violadores sado-masoquistas que supostamente atacavam aqui no Calhau Tenebroso. Quando os pequenos bravos pensavam que haviam escapado, o Kabra alcançou-os e usou-se do seu cheiro e da sua bestial força para os deter. Petrificados os pequeninos pareciam condenados quando Pippin Lopes se lembrou de algo que Lili Caneças Galadriel lhe havia ensinado, um canto élfico profundamente perturbador para qualquer ouvido conhecido como Musicaseten. Dos seus lábios começou a sair um canto doce e desconcertante. Passamos a citar parte da sua letra: Been a While, maybe you remember, when we met on the beach, when you show me the way ... e depois a parte insuportável aos ouvidos dos Uru – Kabras – Nanananananananaie! Nanananananananananao! Os tímpanos do Kabra explodiram e este fugiu petrificado para a morte. Os pequeninos voltaram a fugir e quando parecia que desta vez se safariam eis que foram novamente surpreendidos... Em busca dos Hobbits Após fazerem o honroso funeral de Arturomir como ele gostaria, atando-o a uma canoa e lançando-o num rio de chocolate, Bruragorn, Tiagolas e Joligimli partiram a grande velocidade para não perderem o rasto aos seus companheiros hobbits. Joligimli cedo começou a sentir dificuldades em acompanhar o ritmo dos dois parceiros, o digno anão bêbado corria em diagonais constantes, facto que o atrasava bastante. Apesar do atraso de Joligimli, os três restantes membros da extinta irmandade da Taça ganhavam terreno a olhos vistos aos Uru – Kabras já que estes seres não prezam pela rapidez de movimentos apesar de serem muito perigosos em espaços fechados onde se servem das suas poderosas unhas e temível cheiro para deixar os inimigos por terra. Bruragorn usava-se da sua grande capacidade para seguir o rasto dos Kabras, Tiagolas com o seu olhar élfico não conseguia ainda ver os bichos e mais ainda se atrasaram quando Bruragorn entrou num gruta para cumprir um ritual muito comum na terra média, o Isengaartrick. Uma espécie de jogo da altura onde os participantes tinham um número de Orcabras, homens, elfos ou outros seres conforme a espécie do seu líder, que lutavam entre si. Bruragorn liderava os homens e deixava as ordens para estes nas paredes das grutas, nessas mesmas paredes cada participante que por lá passasse deixava mensagens onde relatava o resultado dos confrontos e o jogo ia assim crescendo. De novo a caminho, os três companheiros foram encontrar os cavaleiros de RohanDamaia que após se identificarem e quase matarem Joligimli que já bastante grosso gozava com as crinas de cavalo que estes usavam nos seus elmos, lá contaram o encontro com os Uru – Kabras e deixaram os três desfeitos ao afirmarem que haviam despachado todos os que estavam no acampamento. Ao chegarem ao acampamento onde os Uru – Kabras jaziam, o cheiro era insuportável e os bichos só estavam mortos à 15 minutos. Desfeitos estavam prestes a desistir quando Bruragorn detectou marcas que indicavam que os pequenos hobbits podiam ter fugido, pararam no entanto respeitosamente quando viram que o rasto os levava à floresta tenebrosa do Calhau – que loucura lhes terá passado pela cabeça para se meterem neste covil – indagou Joligimli. Corajosamente aventuraram-se na escuridão assustadora do Calhau, também eles haviam passado a infância a ouvir histórias como a de uma jovem de fornos de algodres que passeava livremente no Calhau quando terá sido brutalmente eliminada por um dos demónios da floresta. O silêncio profundo e perturbador só foi cortado pelo abrir de 3 super-élficas, as próprias árvores pareciam ter olhos pensaram. Caminhavam cada vez mais moralizados pelo sabor élfico que lhes corria boca a baixo quando inesperadamente e do nada uma grande luz branca e um imponente feiticeiro se deparou à sua frente... O amansar de Gollumzony O peso da Taça 1 começava a fazer-se sentir, Frodo Bambola já não era o mesmo pequeno e gorducho hobbit que deixara o Shire de Benfica, SamXavi verificava que o amo estava mais calado e tenso. Os dois já pouco falavam, cada vez mais se sentiam perseguidos por algum dos servos do senhor do mal. Não podiam dormir ao mesmo tempo, quando Frodo dormia SamXavi exercitava-se e quando este descansava Frodo Bambola desaparecia e voltava com roupa nova e ânimo levantado. Após pararem para comer e beber, finalmente o seu perseguidor deixou-se descobrir, tudo aconteceu porque Frodo Bambola após uns copitos de Amêndoa Élfica levantou-se já a cambalear, de Taça na mão tropeçou e lá voou o tesouro, Gollumzony, o terrível perseguidor não resistiu à tentação e viu neste percalço a sua hipótese para tomar de novo a taça 1 que já havia sido sua, num gesto hábil lançou-se num voo destemido mas a taça passou-lhe entre as mãos e Gollumzony não teve tempo de reagir quando SamXavi o segurou e amarrou. Os gritos da criatura eram ensurdecedores – deixem-nosss, não fizémosss nadasss, só queríamos o precioso, é nossso, roubaram-nosss – estranhando a estranha voz da criatura Frodo Bambola questionou o seu atacante ao que este se justificou com um problema de dicção que vinha de infância, aliás Gollumzony até não tinha mau fundo mas foram muitos anos a ser gozado pelos colegas, sopinha de massas, era a sua alcunha, tanto ouviu aquelas coisas que começou a isolar-se e acabou mesmo por roubar a Taça 1 ao próprio irmão tendo de seguida fugido para as montanhas nebulosas do monsanto. SamXavi não gostava de Gollumzony, tinha atravessado na garganta um jogo que havia perdido ao jogar na equipa de Gollumzony. Frodo Bambola no entanto teve pena da criatura e começou a desenvolver uma empatia com Gollumzony. Contra a vontade do parceiro decidiu que Gollumzony os ajudaria a chegar a MordorCarnide. Partiram então os três inesperados companheiros em direcção à perdição eminente... Pedro Barba de Árvore Fugindo loucamente e ainda cantando a Musicaseten os dois Hobbits nem deram pelo novo perigo onde foram cair, aquelas árvores do Calhau bem pareciam ter olhos, e tinham mesmo, os pequenos hobbits foram recolhidos por um gdcbent, uma espécie de pastor das árvores, ser mais antigo que o próprio mundo e que ocupa o seu lugar de pedra e cal. Os pequenos nem queriam acreditar no que lhes havia acontecido, o gdcbent, Pedro Barba de Árvore como era conhecido em linguagem corrente pegou neles e rejeitou ouvir as suas explicações, tendo a princípio ficado bastante incomodado porque Pippin Lopes ainda cantava, lá foi dizendo que o feiticeiro branco saberia o que fazer com eles. Os dois pequeninos ficaram assustados, iriam ser entregues a Câmarauman. A viagem foi bastante longa, Barba de árvore foi falando em gdcbentês, língua muito diferente da nossa, bastante mais comprida pois os gdcbents têm muito mais tempo livre e demoram muito mais a dizer o que têm para dizer. Barba de Árvore aproveitou para lhes contar a sua história favorita, a do GDCB, as suas conquistas, o seu espírito, os torneios em que entra, etc... os pequenos hobbits já dormiam profundamente quando finalmente chegaram junto do feiticeiro branco, estavam longe de imaginar o que os esperava... O Cavaleiro Branco Cansados, ébrios, e carentes, os três companheiros não queriam acreditar no que os seus olhos lhes mostravam, à sua frente imponente estava o grande feiticeiro branco mas, não Câmarauman o terrível, quem se lhes apresentava era nem mais nem menos do que o seu comparsa de irmandade Piriandalf, que havia caído nas sombras após lutar contra Cabralrog nas minas de Califa Mória. Depois de um emocionado reencontro, o piriceiro explicou que caíra nas sombras e lutara intensamente com o demónio das profundezas, este havia-se apoderado de pirão, o bastão de cerveja Élfica, começara a bebê-lo e Piriandalf num acesso de raiva ganhara novas forças e agrediu veemente o demónio, depois de muita luta e cerveja à mistura caíram inanimados num profundo coma alcoólico, o Cabralrog não resistiu pois só estava habituado a beber a cerveja das profundezas nórdicas Tuborgarlrog, piriandalf ficou deitado no chão, cada minuto parecia durar um dia, cada dia uma vida e eis que num dia, sem que nada o fizesse esperar, sentiu o cheiro de entremeadas e bifanas de uma feira que passava perto e despertou – fui enviado para acabar o meu trabalho – disse ainda emocionado. Emocionados estavam também Joligimli e Tiagolas ao ver o bastão de cerveja Élfica intacto e mais belo do que nunca, Bruragorn por seu turno ficou fascinado pela nova capa branca com o patrocínio da coca-cola que Piriandalf ostentava com o nº 4 bordado a ouro nas costas. Ultrapassada a conversa de circunstância e após umas jolas na estalagem Tradicional Bree, ficaram a saber que os dois hobbits estavam bem, Piriandalf deixara-os com o Barba de Árvore pois este ainda não tinha acabado a sua história. Piriandalf foi então informado das notícias que os cavaleiros de RohanDamaia haviam trazido, o rei do palácio dourado, Bambolaóden havia expulso o seu sobrinho do reino, Piriandalf começou a desconfiar, nunca antes Bambolaóden havia rejeitado uma criança junto a si, algo de muito forte teria de estar por trás desta atitude. Partiram os quatro revigorados companheiros em direcção a RohanDamaia para buscar o auxílio dos seus homens nas batalhas que se avizinhavam. A passagem dos pântanos Guiados por Gollumzony, Frodo Bambola e SamXavi iam sempre atentos a alguma manobra que a criatura pudesse fazer. Na primeira parte do caminho ainda foram num TTMT ( todo o terreno da terra média ) mas após a condução corajosa de Gollumzony os dois hobbits rapidamente decidiram que poderiam seguir a pé. Quando se encontrava sozinho, Gollumzony falava consigo próprio, por um lado começava a render-se à bondade evidente que o seu amo de cabedal lhe oferecia mas por outro lado a ganância de ter a Taça 1 era superior – vou levá-losss para ela, sim meu preciosossss, ela saberá o q fazerssss.... Chegados a um pântano os dois hobbits ficaram assustados, na água jaziam imagens de antigos jogadores do clube, de certa forma estavam a ver o seu futuro e isso era incomodativo. Mas era o caminho mais rápido e mais isolado garantia sméagolzony. A taça era um fardo demasiado grande para o gorducho hobbit, a fraca iluminação do pântano também não ajudava. Cada vez era mais forte a sensação que o senhor das Trevas, Lord Pedro Sauron usava o seu grande olho para procurar o portador da taça, as chamas de MordorCarnide já eram visíveis. SamXavi por seu não confiava minimamente no seu guia mas apesar dos seus apelos o seu amo não voltava a trás na sua palavra. Por fim chegaram às portas de MordorCarnide, a grande porta Negra!... A voz de Câmarauman Ao chegarem às portas do palácio do rei Bambolaóden viram a sua passagem ser barrada, piriandalf mostrou-se indignado por não ser permitida a sua entrada na casa de um velho amigo. Foi-lhe explicado que as ordens haviam sido dadas por Lombriga língua de verme, Piriandalf franziu o sobrolho. Nada de bom poderia vir de Lombriga... Só poderiam passar se deixassem as armas à porta, Piriandalf instrui-os a obedecer mas pediu que o deixassem levar o seu bastão pois mais não era que uma ajuda para andar – malandrice! – ao entrarem deram de caras com um cenário deprimente, o outrora majestoso rei estava encolhido na sua cadeira, sem reacção aparente. Quando Lombriga língua de Verme entrou na sala Piriandalf percebeu o que se passava, através da lingua de lombriga, Câmarauman mantinha o rei ao seu serviço e consequentemente ao serviço do senhor das trevas, um diabólico plano havia feito com que o rei fosse submetido a muitas horas a ouvir um canto do inferno romeno, a Musicaseis mais conhecida por numanumaie, e após essa lavagem ao cérebro ainda foi sujeito a ouvir língua de verme tentar convencê-lo a aderir à ACN. A pobre mente do Rei estava à beira do colapso. O que Câmarauman não esperava era que Piriandalf viesse mais forte do que nunca, Piriandalf pegou no seu bastão, Lombriga empalideceu quando viu o Pirão pois já tinha sofrido muitos desgostos à sua conta, salpicou Bambolaóden com a cerveja élfica e este ganhou nova vida conseguindo libertar-se do feitiço. Lingua de Verme foi escorraçado do reino ainda a falar nas vantagens de aderir à ACN. De seguida os companheiros tentaram convencer o rei a juntar os seus homens ao combate contra o senhor das trevas. Câmarauman estava a juntar o maior exército alguma vez visto na terra média, milhares de OrCabras, homens sem terras e outros servos comandados pelo grande olho de Lord Pedro Sauron preparavam-se para atacar os habitantes livres da terra média que se encontravam claramente em número inferior... Comandados por Bruragorn e Bambolaóden, elfos, homens e anões bêbados tentavam o impossível. Defender a invasão das forças do mal era tarefa herculeana, Piriandalf havia avisado os companheiros para às primeiras horas da manhã olharem para ocidente e ganhariam novo alento. Nas muralhas da cidade os cidadãos livres lutavam pelas suas vidas, Joligimli acordava com uma ressaca insuportável, Tiagolas saia dos aposentos de duas elfas, os dois amigos fizeram então uma aposta para ver quem conseguia beber mais imperiais durante o combate, diga-se que o resultado acabou por ser renhido sem que nenhuma das partes estivesse suficientemente sóbria para reclamar a vitória. Todos lutavam com bravura, os OrCabras eram chacinados à entrada das muralhas, nem os Trollopes os safavam pois estes enlouqueceram e começaram a cantar a 7, os homens sem terra entoavam o cântico de guerra de Câmarauman, a 6 e os cidadãos livres começaram a ceder, nem a espada de Bruragorn, nem o arco de Cevada élfica de Tiagolas nem o machado latrinado de Joligimli sustiam a investida demoníaca, quando eis que, com o chegar do primeiro raio de sol, vindo do ocidente um facho de luz branca iluminou o campo de batalha, Piriandalf cavalgava alegremente e trazia consigo uma enchurrada de cerveja élfica dispensada por ArturElrond, litros e litros de cerveja afogaram os servos do senhor das trevas, Joligimli, Bambolaóden, Tiagolas, Piriandalf e Bruragorn nadavam com uma alegria nunca antes vista mergulhando no liquido que os havia salvado. Um grande passo havia sido dado, mas a vitória estava longe, a Taça ainda tinha de ser destruída... O Covil de Shelopes Ao chegarem às portas negras de MordorCarnide, SamXavi reparou que a porta estava a ser fechada e gritou para o seu amo correr para apanharem a porta ainda aberta. Mas, Gollumzony impediu Frodo Bambola de este corre, facto que irritou bastante SamXavi. Uma grande discussão gerou-se e Frodo Bambola dispensou o seu companheiro, dizendo para ele voltar para casa apesar dos insistentes pedidos de SamXavi. Partiram então Gollumzony e Frodo Bambola em direcção à escadaria de Cirith Ungol Rodinhas pois Gollumzony dizia que era o caminho mais curto. Cada vez mais fraco Frodo não se apercebeu que caminhava para uma emboscada, entraram num ambiente húmido mas com um cheiro bem agradável a caracóis élficos, ameijoas mordoricas, canivetes do shire entre outros petiscos. Quando se apercebeu já caminhava sozinho, Gollumzony desaparecera, tinha sido emboscado, havia caído no covil de Shelopes, um choco terrível que havia feito um acordo com Gollumzony, Shelopes comia Frodo e dava a Taça 1 à criatura, ao tentar reagir foi tarde de mais, o choco havia lançado uma massiva quantidade de tinta venenosa para cima de Frodo Bambola e este caia como morto. A esperança parecia ter abandonado o mundo livre quando eis que SamXavi que não tinha abandonado o seu amo entrou a correr em grande velocidade no covil de Shelopes aplicando-lhe uma dose de óleo élfico e tranformando o terrivel e esguio Shelopes num saboroso Choco Frito... A escolha do Mestre SamXavi O mestre SamXavi debatia-se agora com a mais difícil escolha da sua vida, sabia que a Taça 1 teria de ser destruída mas a hipótese de comer um grande choco frito era difícil de recusar. Frodo Bambola jazia no covil do frito Shelopes. Qual será a escolha do bravo mestre SamXavi?...

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

Covilhã 29,30 e 31 de Outubro

DIÁRIO DA TENDINHA Vou relatar de seguidas as aventuras passadas na tendinha, vulgo Jeep do Câmara. Este registo cronológico é uma adenda aos demais diários já escritos pelos caros colegas, e pretende apenas descrever situações que não foram vividas por todos bem como as situações em que nos encontrávamos juntos. De forma a possibilitar uma melhor compreensão dos factos ocorridos, passo a relatá-los por ordem cronológica, correndo o risco de me esquecer de algumas coisas pois foi um fim-de-semana bem ocupado... Sexta-feira, 29-10-2004 - 16:00h – Concentração na Sede de toda a equipa - 16:15h – A tendinha parte em primeiro lugar transportando o piloto Câmara e co-piloto Lopes no banco da frente e no banco de trás os contrapesos Pirs, Tiago e Jon, ou em português, Latrina. - 16:15:23s – Ouve-se pela primeira vez na tendinha a música 6, com dedicatória especial para o Bambola. - 16:25h – Tiago recebe um sms - 16:50h – Depois de andarmos às voltas para as bandas do Hospital de Santa Maria, o piloto cansa-se e decide aventurar-se pela 2ª Circular, o engarrafamento inevitável de sexta-feira, véspera de fim-de-semana grande esperava-nos. Enquanto esperávamos eis que passa por nós um artista vestido com a camisola de Portugal e pedalando na sua bicicleta furando o trânsito com a sua boa disposição, interpelou-nos convidando o Câmara para um picanço... foi a primeira derrota da tendinha. - 16:52h – Pela segunda vez as paredes da tendinha vibram ao som dos O-ZONE e da música 6 do grande CD G.D.C.B. on tour 2004. - 16:55h – A estreia da música 7, dedicada a Lopes. - 16:57h – Tiago recebe uma chamada - 16:58h – Música 6 - 16:59h – Música 6 - 17:00h – Pirs impede Jon de saltar pela janela. - 17:01h – Tiago recebe um sms - 17:05h – Tiago já começa a cantar a letra da 6 - 17:15h – Ao pararmos na 2ª circular em frente ao estádio de alvalade, olhamos para o outro lado da estrada e eis que... o maduro da bicicleta salta efusivamente e acena-nos com alegria - 17:16h – Música 6 - 17:20h – É a loucura generalizada na tendinha, os cinco ocupantes já cantam o refrão da música 6 e dançam ao som deste grande hit. - 17:30h – Paragem na estação de serviço de Aveiras, segundo ponto de encontro. Câmara esgota o stock de baguetes e agride violentamente uma criança que tinha pedido a última fanta que estava disponível. O conflito foi rapidamente sanado e a criança não mais foi vista até às notícias do dia seguinte na secção de desaparecidos. - 17:45h – Jon começa a cantar a música 6 na mesa - 17:46h – O segundo carro chega a Aveiras trazendo os petrificados Artur, Kicas e Xavi conduzidos por Manza. - 17:55h – Os dois carros partem ao som da música 6 - 18:00h – Tiago recebe um sms - 18:01h – Tiago recebe um toque - 18:01:30s – Tiago recebe um sms - 18:02h – Tiago recebe um toque - 18:04h – Tiago recebe um toque - 18:05h – O condutor de um fiat punto e seu acompanhante tentam contactar a polícia - 18:00h – Manza passa para a frente de um fiat punto, câmara cola-se à traseira do mesmo e solta a mítica frase – trava agora, vá trava!!! – - 18:03h – O silêncio na tendinha é geral - 18:04h – Câmara com um olhar esgazeado coloca-se ao lado do fiat punto - 18:04:30s – O ocupante do fiat punto agarra-se ao peito, e começa a ter suores frios - 18:10h – Deixamos de ver o Jeep do Manza - 18:12h – Música 6 - 18:15h – Música 7 - 18:17h – Tiago recebe um toque - 18:18h – Música 7 - 18:19h – Música 7, Lopes está ao rubro - 18:23h – Jon começa a ter tiques nervosos e a cambalear para a frente e para trás no banco - 18:30h – Saímos para a A23, começamos a desconfiar que não estaremos às 19:00h na Covilhã - 18:35h – Tiago recebe um toque - 18:45h – Um camião atravessa-se à nossa frente e Câmara volta a fazer um ultimato – trava, vá!!! – no banco da frente Lopes empalidece, no banco de trás Jon e Pirs abraçam-se com medo, Tiago recebe um sms. - 18:50h – As suspeitas de que não estaremos na Covilhã às 19:00h intensificam-se. - 18:55h – Paramos na estação de serviço de Abrantes para nos juntarmos aos carros da frente onde viajam os ocupantes do Jeep do Manza e no carro do Pedro, Pimenta, Albino, Bambola e Machine. O rendez-vous é feito ao som da música 6 - 18:58h – Nova partida - 18:59h – Deixamos de ver o carro do Pedro e o Jeep do Manza - 19:00h – Confirma-se, não estaremos na Covilhã às 19:00h. - 19:05h – Ouvimos na rádio que a polícia procura um Jeep na A1 - 19:10h – A música 6 toca nas colunas da tendinha - 19:15h – Toca novamente a música do Lopes - 19:16h – Pirs e Jon trocam olhares comprometidos - 19:20h – Tiago recebe um sms - 19:25h – Tiago usa o truque do cinema para se chegar a Pirs - 19:30h – A família do 2º ocupante do fiat punto recorda o ente querido com saudade - 19:40h – Música 6, Lopes passa para a 7, Câmara discute e põe a 6, Lopes contra-ataca, e fica decidido que se ouvem as duas - 19:46h – Tiago recebe um toque - 19:50h – Câmara trava bruscamente, exclama – que lindo! – encosta o carro à berma da auto-estrada e começa a tirar fotos à Lua - 19:51h – Câmara arranca novamente - 19:55h – É a loucura novamente na tendinha, os telemóveis acendem-se ao mesmo tempo criando um belo efeito psicadélico na já mítica tendinha, ao som da música 6 - 20:00h – João começa a gritar – pára, pára! – e numa espécie de transe começa a apontar para as luzes da tendinha e dizendo que está a ver duas luas... - 20:10h – Tiago recebe um toque - 20:25h – Reencontro com a comitiva à entrada da covilhã - 20:30h – Toca a 6 - 20:45h – Chegada ao Hotel com um frio de rachar - 20:50h – Entramos na sala de jantar e pára tudo! - 20:51h – Ocupamos os nossos lugares em duas mesas - 20:52h – Somos divididos - 20:55h – Tiago agarra-se a uma garrafa de sete fontes após ter sido separado dos seus companheiros de viagem. - 21:00h – Começa a jantarada, com muita contenção no serviço das bebidas por parte dos empregados - 21:30h – É realizado o sorteio dos quartos, sorteio não vinculativo diga-se por falta de quorum na mesa . - 21:31h – A separação dos quartos é decidida na mesa 2 - 21:35h – João canta a 6 - 21:50h – Findo o jantar dirigimo-nos aos quartos. - 22.00h – Sorteio dos jogos com a presença dos dirigentes Pimenta e Albino. - 22:05h – Encontro imediato com o famoso e o verdadeiro 27, para mais pormenores consultar o diário de Machine - 22:06h – Jon paga as imperiais - 22:07h – O 27 pede o dinheiro das imperiais e Jon pacientemente explica que já pagou. - 22:15h – Jogatana de snooker. - 22:45h – João explica ao 27 já não tão pacientemente que já pagou. - 23:00h – Jogo de sobe e desce entre Bambola, Pirs, Tiago e Jon - 23:15h – Nova confusão com o 27 quando Pirs pede mais uma rodada e o 27 volta a perguntar pelos 3 euros. - 23:40h – Bambola trava-se de razões com o 27 – ver diário de machine - 00:30h – É decidido terminar o jogo com um acordo de cavalheiros. - 01:00h – Chegamos aos quartos e assim termina o dia Sábado, 30-10-2004 - 07:20h – Somos violentamente arrancados dos nossos sonos, o nosso presidente fez questão de pessoalmente se certificar que acordávamos, no processo acordou também elementos da Guarda que estavam no quarto ao lado do de Pirs e Tiago. - 07:22h – Jon acorda com o telefone - 08:00h – Pequeno – almoço - 08:10h – Artur começa o 2º pequeno – almoço. - 08:45h – Concentração à porta do hotel para a partida em direcção ao pavilhão, é a euforia instalada quando a 6 toca na tendinha. - 08:50h – Artur acaba o pequeno - almoço. - 09:30h – Chegada ao pavilhão ao som da 6 - 11:30h – Jogo contra a equipa dos Açores, vitória do glorioso por 5-3. - 13:15h – Regresso ao som da 6 e da 7 - 14:20h – Almoço de convívio com os adversários. - 14:25h – Tiago chega à sala de almoço e dirige-se à mesa onde parte da equipa confraterniza com os colegas dos Açores, com uma entrada destemida Tiago dispara – Há azar? – ao que o treinador da equipa adversária com um estilo muito seu responde – ainda não mas está quase a haver – Tiago percebendo a dica conclui – bom, então vou indo – sendo de seguida corroborado pelo gentil adversário – bem me parecia que ias. - 14:30h – Artur pede o 2º prato - 14:35h – Bambola abandona a sala - 14:40h – O treinador dos Açores olha pela 3ª vez na direcção de Tiago ao mesmo tempo que um dos empregados deixa um cutelo à frente do camarada insular. - 14:50h – Bambola regressa mas o seu prato havia desaparecido, Artur tem um olhar comprometido. - 15:00h – Findo o almoço reunimo-nos na chamada sala tripla, um espaço vasto onde se combina de forma harmoniosa um bar, uma sala de estar e um salão de jogos. - 15:10h – Mais uma partida de Snooker, alguns elementos da equipa reúnem-se ao pé da televisão onde uma jovem tenta ver um filme e de forma persuasiva convencem a moça a mudar para o jogo do Chelsea. - 15:12h – Manza deixa de ser visto. - 15:30h – Decidimos ir até à Torre e começamo-nos a reunir junto aos carros, como não havia lugar para todos, Kicas passa para a tendinha onde os tripulantes passam para 6. Ouvem-se alguns barulhos na mala do carro do Pedro mas Bambola foi verificar e garantiu que não se passava nada. - 15:45h – Artur acaba o almoço e vai dormir uma sesta. Ao subir depara com um casal que procura a filha, a rapariga foi pela última vez vista a sair do Hotel por volta das 14:37h acompanhada por um homem de cerca de 1,85m, robusto com uma mala na mão. A moça oriunda de fornos de algodres aparentava ter confiança com o homem. - 15:50h – A comitiva cruza-se com Manza na estrada. - 15:55h – A comitiva pára numa escapatória para brindar a serra da estrela com bonitos cânticos alusivos ao clube mas também cânticos de incentivo ao nosso guardião Manzony – ver filmes do Xavi e do Câmara. - 16:00h – Artur vai lanchar. - 16:05h – O carro do Pedro que seguia em segundo lugar encosta e Bambola sai para respirar o ar puro, ao tentar voltar a entrar viu a sua entrada ser barrada pelos restantes ocupantes, pelo que apurámos o cheiro a sangue fresco começava a ser insuportável. - 16:07h – A tendinha chega à Torre, as habituais cenas de bolas de neve a voar começam em amena cavaqueira. - 16:15h – É organizada uma vigília na A1 em homenagem ao ocupante do fiat punto. - 16:20h – O grupo da tendinha entra na zona comercial da torre e de pronto começa a provar os queijinhos, presuntos e paios da região. - 16:21h – Artur vai comer. - 16:30h – Pirs desaparece. - 16:35h – Pirs regressa com um intenso bafo a vinho e um salpicão na mão. - 17:00h – Regresso. Ao passarmos pela polícia uma inigualável manobra de diversão no banco de trás consegue esconder Jon de forma a que não fossem visíveis os quatro maduros no banco de trás. - 17:10h – Cruzamo-nos com o Jeep do Manza que sobe à Torre com Bambola e Xavi, Artur ficou a comer qualquer coisa pois a fome já apertava. - 17:30h – Chegamos à Covilhã à procura de uma farmácia para um encontro com o Dr Bayard ao som da 6. - 17:32h – Câmara numa espectacular fuga a um polícia que estava numa rotunda vai dar de caras com a esquadra. - 17:35h – Toca a 7. - 17:45h – Saímos os 5 da farmácia - 17:48h – Câmara sai da farmácia após conferenciar com um cliente do supracitado estabelecimento sobre os efeitos de Vaginova. - 18:00h – Após breve paragem no multibanco passamos a lanchar numa pastelaria de renome indicada por Lopes que percorria as ruas da covilhã assobiando a música 7. - 18:00h – Pirs e Tiago encontram o Dr. Bayard no chão da casa de banho. - 18:50h – Chegada ao hotel, Bambola não está. - 19:00h – Reunião no quarto de Pirs e Tiago de parte da equipa para visionamento do jogo entre o Sporting e o Penafiel. - 19:05h – Pirs dirige-se ao bar para adquirir uma garrafa de 7 fontes e dá de caras com o 27 a fazer contas como se a sua vida dependesse disso, ainda a procurar os 3 euros do dia anterior. - 19:20h – Pirs é atendido. - 19:25h – Pirs vai partindo o seu salpicão e distribuindo pela malta que animadamente vai discutindo os casos do jogo e outros assuntos relativos ao futebol. Impera a cordialidade. - 19:30h – Jon abre uma janela e um intenso cheiro a sangue invade o quarto. - 19:35h – Jon vai comprar nova dose de 7 fontes e o 27 pergunta-lhe se ele já pagou as imperiais. - 19:40h – Bambola entra no quarto. - 19:50h – Jon regressa. - 20:00h – Algumas opiniões relativas a jogadores da superliga começam a divergir. - 20:10h – Câmara vai comprar uma garrafa de 7 fontes e encontra o 27 a fazer contas como se não houvesse amanhã. Bambola fica, e passo a citar Câmara ao descrever a relação entre Bambola e a garrafa de 7 Fontes - Esse só a acarinhava, como quem quer chambrear o liquido com o calor próprio.... - 20:30h – Gera-se a confusão no quarto, Artur aponta Rui Miguel como um grande ponta de lança, alguns elementos discordam, Jon coloca a sua toca e faz uma emocionada declaração em que afirma que poderia ter sido um grande jogador mas que teve azar, Lopes intervém em defesa de Rui Miguel, Câmara identifica-se com Brassard, Bambola desaparece, Pirs, Tiago e a garrafa de 7 fontes deixam de ser vistos, o 27 entra no quarto a perguntar pelo troco das imperiais, novo casal entra no quarto à procura do seu filho, a excursão de fornos de algodres começa a encurtar, Jon continua a discursar, Artur salta pela janela com o salpicão agarrado a si, o Sporting marca o terceiro, Pirs Tiago e um cadáver de 7 fontes são encontrados no roupeiro, Câmara despe-se e canta a música 6, Artur começa a jantar, Bambola regressa com roupa nova e os ânimos começam finalmente a acalmar. - 21:00h – Jantarada, ficamos na mesa em frente da comitiva dos Açores e Tiago volta a ser alvo de olhares atentos. - 21:05h – Temos um novo empregado, figura esguia, visão periférica ( um olho em cada mesa da sala ( a sala tinha 7 mesas) ), cabelo espetado e um sorriso contagiante. - 21:35h – Fim da jantarada, numa tentativa desesperada de salvar a pele Tiago começa a dialogar com os colegas da mesa da frente afirmando que é Açoreano desde pequenino, vai marcando pontos. - 21:45h – O telefone de Tiago toca e este atende. - 21:50h – O grupo dispersa-se, alguns ficam na sala tripla a ver o fcp, Jon e Pirs retiram-se para o quarto, Tiago desaparece e no quarto de Jon e Xavi começa uma longa noite de pro-evolution soccer. Lopes, camara, Xavi, Kicas, Manza e Artur disputam um renhido campeonato, Jon é impedido de se deitar, Pedro e Bambola vêem o jogo no quarto. - 22:00h – Jon e Pirs ficam colados à televisão a ver a versão portuguesa da música 6. - 22:30h – A excursão de fornos de algodres abandona o hotel com profunda consternação. - 23:00h – Explosão de alegria no hotel, o 2º golo do Nacional, festa rija em todos os quartos e corredores com direito a bolo típico da madeira e tudo o mais. - 23:05h – Tiago reaparece a falar ao telefone. - 23:30h – Jon tenta ocupar a sua cama aproveitando a saída de Artur para ir cear, é expulso e procura refúgio no quarto de Pirs com algumas escoriações e hematomas visíveis. - 24:00h – Tiago desliga o telefone. - 00:15h – Tiago e Pirs adormecem, Jon fica na poltrona a ver um filme. - 00:45h – Jon faz nova tentativa de ocupar a sua cama, no quarto ainda jogam Xavi e Artur que são benevolentes e deixam Jon dormir no roupeiro. - 03:00h – Xavi e Artur declaram empate após fazerem um jogo em tempo real que terminou 0-0 após prolongamento. Termina o 2º dia. Domingo, 31-10-2004 - 03:30h – Tiago recebe um sms, Pirs anota a hora. - 04:50h – Bambola é visto a entrar no Hotel com uma farda de empregado do hotel. - 06:30h – Tiago e Pirs acordam animados e dispostos a começar bem o dia. - 06:35h – Tiago telefona para Jon e este aparentemente não gostou da surpresa. - 06:40h – Tiago dá tudo de si na casa de banho, Pirs abre a janela para arejar o quarto. - 07:00h – Início da Operação “Alvorada Suave”. Pirs e Tiago saem do quarto ao melhor estilo das forças especiais correndo pelo corredor sem serem ouvidos. - 07:05h – Tiago e Pirs chegam ao quarto do lado onde dormitam Jon debaixo da almofada com o telefone fora do descanso, e Xavi. Uma entrada extremamente silenciosa no quarto é traída pelo ranger das dobradiças da porta. Xavi acorda sobressaltado, Pirs e Tiago rastejam ao lado das camas e acordam Jon com um grito guerreiro. Jon acorda e grita – a 6 não!!!. Os dois operacionais fingem sair do quarto e preparam novo assalto. Fecham a porta mas escondem-se na casa de banho, desta feita os dois ocupantes do quarto não desconfiam de nada mas eis que quando os dois assaltantes tentam rastejar de novo, são os ossos de Pirs que os denunciam ao estalar ruidosamente. Assalto falhado, nova missão. - 07:15h – Próxima missão, viria a demonstrar-se a mais perigosa das cruzadas. Quarto de Lopes e Câmara. Uma entrada de profissionais no quarto não foi notada pelos seus ocupantes que já estavam acordados. Pirs instala-se na casa de banho, Tiago parte para uma experiência marcante ao rastejar ao lado da cama de Câmara. Quando se preparava para dar o grito de guerra, Câmara levanta-se e põe toda a sua envergadura na cara de Tiago ao sair como veio ao mundo da caminha. - 07:20h – Tiago acorda. - 07:25h – Todos os outros quartos estavam fechados e a operação falhou. - 08:00h – Chegamos à porta da sala do pequeno-almoço mas esta está fechada. - 08:15h – Entramos na sala onde Artur acaba o 2º Croiassant. - 09:00h – Partida em direcção ao campo, confusão na recepção, o 27 não se apresentou a serviço pela primeira vez em 30 anos, ele que nunca sequer havia gozado um dia de férias, feriado ou fim-de-semana. - 09:05h – Toca a 6 - 09:08h – Toca a 7 - 09:11h – 7 - 09:20h – Artur acaba o pequeno-almoço. - 09:30h – Chegada ao pavilhão em festa, quase toda a equipa a cantar e a dançar a 6 e a 7 num grande espírito registado em vídeo e em fotos para a posteridade. - 10:00h – Primeiro motivo para o resultado da final não ser o que desejávamos, a equipa da guarda chegou. - 11:30h – Grande final contra a equipa representante da Guarda, vitória sem espinhas do nosso adversário por 8-4. - 13:00h – Regresso ao hotel com os ânimos bem mais calmos, já só ouvimos a 6 por 3 vezes e a 7 por 2. - 14:20h – Almoço mais composto, com 2 pratos à disposição em virtude de termos a presença de colarinhos brancos na sala de refeições. A dose de vinho é que não aumentava. Entregar dos prémios aos participantes. - 14:50h – Artur termina o 3º prato. - 15:00h – Fim da almoçarada onde reinou a boa disposição e o convívio entre as delegações nomeadamente a nossa e a da Guarda onde me orgulho de dizer que demos um grande exemplo de como sabemos perder com dignidade da mesma forma que quando vencemos. - 15:30h – Partida do Jeep do Manza com os mesmos tripulantes e do carro do Pedro. Grande festa à porta do Hotel ao som da 6 deixando todos os que nos observavam impressionados com a nossa disposição apesar da derrota. - 15:45h – Partida da tendinha ao som da 7 deixando para trás um fim-de-semana para relembrar por muitos anos e para repetir já no próximo ano. - 19:30h – Chegada a Lisboa após uma viagem tranquila e bem-humorada. Ficam em síntese os números desta jornada. 193 – Foram as vezes que ouvimos a música 6 125 – Foram as vezes que ouvimos a 7 83 – Foram as refeições que o Artur fez 375 – Foram os minutos que o Tiago passou ao telefone 13 – Foram as garrafas de 7 fontes que Pirs abriu 8 – Foram as crianças que desapareceram na Covilhã este fim-de-semana 0 – É o número de caixas de multibanco que existem na Torre. 5 – Foram as tocas de banho que Jon usou 27 – Foram as vezes que o 27 nos interpelou em relação às imperiais que alegadamente não pagámos. 59 – Foram os golos marcados na playstation do Xavi. 20 – Foram as vezes que o Pedro mencionou o nosso currículo a adversários. 11 – Foram as vezes que o Bambola trocou de roupa. 75 – Foram as vezes que o Lopes pediu a 7 18 – Foram os acidentes que o Câmara provocou 10 – Foram os kms que o Xavi correu a aquecer. 7 – Foram as vezes que o Kicas perguntou quem é o Kaiser Soze. Inúmeras – foram as vezes que me ri a escrever isto!

segunda-feira, 1 de novembro de 2004

1 Ano

Por todas as razões e mais algumas queria vencer o campeonato nacional da Inatel que a minha equipa disputou este fim-de-semana. Para além das óbvias, tinha uma pessoal. Gostaria de ter vencido para dedicar a um amigo que partiu há um ano. Um amigo de infância que partiu de uma forma brutal e precoce, deixando todos os que o conheciam com um aperto no coração e limitados a recordá-lo com saudade. Não vencemos mas de qualquer forma deixo aqui uma pequena mas sentida homenagem! Um grande abraço Pedro