quinta-feira, 19 de julho de 2007

Perfeita...

Não tenho outra definição para esta cena, só consigo dizer que é perfeita...

quarta-feira, 18 de julho de 2007

26

Cá estou eu nos 26, pois é! Foi hoje que festejei o meu 26º aniversário e está a correr muito bem, com a única excepção de ter passado o dia a trabalhar, mas isso são outros problemas...
Quanto à parte boa, as muitas mensagens de parabéns, algumas inesperadas, de perto, outras de bem longe... Foi muito bom, e espero que continue pois ainda vou beber um cafézinho com os palermas Tiago e Neto! OK, nada de bom pode vir daí...
Mas é mais um aniversário, hoje já senti dores que não sentia aos 25, mas para isso deve ter contribuido a ´porrada´que levei a trabalhar, vinha eu descansadinho a puxar um escadote quando vindo do nada, fui abalrroaldo por trás por um portão que me arrancou o escalpe das costas e de uma perna! Essas dores talvez, repito, talvez não estejam relacionadas com a idade...
E as férias estão quase aí, mais dois dias de trabalho intenso e depois as merecidas, com duração imprevisivel, uma semana,duas?... Quiçá...
Também este blog está quase a fazer anos, é já no dia 25, mas para esse dia guardo mensagem mais pormenorizada sobre o aniversário do dito cujo!
Obrigado a todos!

domingo, 15 de julho de 2007

Ensaiemos sobre a lucidez

Estou sentado a escrever enquanto vou passando os olhos pela televisão e às 19:20h a abstençao está prevista entre os 57% e os 62%, falo obviamente das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
.
Antes ainda viera-me à memória um livro de Saramago que começa precisamente em dia de eleições, Ensaio sobre a Lucidez. Cito aqui um pequeno excerto: "Os votos válidos não chegavam a vinte e cinco por cento, distribuídos pelo partido da direita, treze por centro, pelo partido do meio, nove por cento, e pelo partido da esquerda, dois e meio por cento. Pouquíssimos os votos nulos, pouquíssimas as abstenções. Todos os outros, mais de setenta por centro da totalidade, estavam em branco."
.
Este pequeno excerto é insuficiente para perceber este excelente livro de José Saramago, mas parece-me bom para deixar alguma luz sobre o que nos espera ao percorrer as páginas deste "ensaio". Este post não tem por objectivo fazer publicidade ao livro, mas sim chamar a atenção para os principais motivos para a elevada taxa de abstenção nesta e noutras eleições, e parece-me que a leitura desta obra é uma boa forma de olhar para o problema. Hoje é um bom dia para pensar.

Boa sorte/Good luck Ben Harper com Vanessa da Mata

A primeira vez que ouvi falar nesta música foi num blog que está na minha lista de favoritos e de imediato tive de procurar para ouvir pois estava certo que não me ia arrepender, agora deixo aqui para quem não conhece e para quem como eu passou a gostar e muito deste dueto...

2ª Nocturna de voley de praia de Sesimbra - balanço

Ainda é cedo para avaliar correctamente a prestação da recém-formada dupla de Voleibol de Praia Paulo Rosa/Tiago Vilas Boas, falar a quente pode muitas vezes levar a considerações pouco ponderadas que não demonstrem na exactidão todos os pormenores de uma prova como a que se realizou ontem na batida areia de Sesimbra.
.
Ainda assim, quero deixar aqui o meu primeiro comentário, visto da pele de um estreante nestas andanças. Experiência de competição não me falta visto que já entro em torneios há aproximadamente 17 anos, a questão é que normalmente são torneios de Futsal, quanto a Voleibol, foi mesmo o primeiro.
.
Como bem dizia ontem o meu parceiro após a nossa eliminação, adoptando a linha de discurso de um seleccionador nacional muito em destaque por estes dias, pode-se dizer que cumprimos os objectivos que estabelecemos antes do torneio e tivémos a nossa melhor participação de sempre!

Um pouco mais a sério, considero que a nossa participação até nem foi escandalosa como temíamos, fizémos 4 jogos, perdemos os 3 primeiros e conseguimos uma suada vitória no último jogo, correndo o risco de falhar algum resultado, aqui vai: 12-21 no primeiro jogo frente à dupla Pedro/Gonçalo, 17/21 no segundo frente a uma equipa que viria a jogar a final (não sei ainda quem acabou por sair vencedor pois nao assisti à final), no terceiro jogo a nossa pior prestação com um esmagador 5-21 e ao quarto a desejada vitória 21-18 a uma equipa que, diga-se meramente a título de curiosidade, venceu ao Gonçalo e ao Pedro, sendo justo referir que o Gonçalo e o Pedro são bem melhores que essa dupla que lhes venceu. Creio que podíamos fazer melhor, não em termos de vitórias mas em exibições, pois entrámos mal em todos os jogos e isso acabou por condicionar-nos, é evidente que as outras equipas são superiores, mas falhámos coisas em que temos capacidade para mais, mas gostei da experiência e espero repetir.

Quanto ao resto do pessoal, as duplas Pedro/Gonçalo e Ricardo/João estiveram em grande plano ao atingirem as meias-finais onde só foram batidos por duas duplas fortes, no jogo de atribuição do 3º lugar, a dupla Ricardo/João superiorizou-se e venceu a partida que foi dirigida com mestria por mim! A dupla Marcelino/Ricardo também participou no grupo do Ricardo e João perdendo todos os jogos, refira-se que este grupo era bem mais forte e tinha 6 equipas.

Na competição feminina, as duplas Magda/Rita e Andrea/Isa estiveram igualmente em bom plano batendo-se com qualidade em todas as partidas e vencendo algumas, não sei os resultados exactos mas posso garantir que nao se portaram nada mal!

Boa jornada desportiva para repetir!

Gestos que caem bem

«Quero pedir desculpa a todos os portugueses, que sempre nos apoiaram, e também ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, que não merecia nada disto que aconteceu. Foi um momento de desespero. Não vai voltar a acontecer. Não sei se a federação ou a FIFA vão tomar medidas. Peço desculpa por tudo»
.
Foram estas as palavras de Zequinha, o protagonista de um dos meus últimos posts, à chegada a Portugal depois do campeonato do mundo de sub-20 e dos lamentáveis episódios que deixaram uma vez mais uma selecção nossa nas bocas de todos pelos piores motivos...
.
Podemos argumentar que estas desculpas evitam-se, mas depois de ler as declarações de Zequinha fiquei a pensar como um "miúdo" consegue ter mais humildade nas palavras que aquele que devia dar o exemplo, o seu treinador. Por vezes demais assistimos a casos que mancham a imagem das nossas selecções e muito raramente alguém se chega à frente para assumir que errou, não estou a justificar o acto de Zequinha, mas todos erram, e quem o assume e tenta melhorar para o evitar no futuro merece consideração da minha parte.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Zequinha, o melhor recuperador dos próximos anos

Pois é, Zequinha mostrou ser rapidíssimo na recuperação, infelizmente não de bola, mas de cartão. Mas não há que desesperar, esta pode ser uma técnica a adoptar nos próximos tempos para evitar os cartões... Como diz o comentador brasileiro "coisa ridícula..."

Que coça me causa Couceiro!

Cá estou eu para tentar ser um "velho do restelo" uma vez mais, papel que tanto me desapraz, ou não... Lamento não ter a habilidade e a cultura necessárias para escrever neste espaço sobre assuntos bem mais sérios e pertinentes para a nossa sociedade, pelo menos com o engenho que Queiroz ou Ortigão nas suas "farpas", ainda assim, não quero perder a oportunidade de lançar algumas que me provocam alguma urticária...
.
Para não começar aqui a disparatar sem conhecimento de causa sobre o (ainda?) seleccionador dos Sub-21 de Portugal e pelos vistos também dos Sub-20 e sabe-se lá quantas selecções mais, empreendi uma compreensivelmente curta demanda para descobrir o currículo (daí a duração da demanda) do responsável. Não me parece que a sua ligação ao sindicato de jogadores desde 1985, que terminou em 1997 depois de 4 anos como presidente, bem como as passagens em cargos directivos pelo Sporting ou Alverca justifiquem a sua escolha, por isso passo a apresentar a sua experiência como treinador;
.
Na época de 2002/2003, um ano depois de ter concluído o curso de nível IV da Uefa, assumiu o comando do FC Alverca e conseguiu a subida ao principal escalão do futebol ao ficar no 2º lugar, na época seguinte, sob o seu comando a equipa desceu à Honra! Primeira descida Na época de 2004/2005 "pegou" no Vitória de Setúbal e após 19 jogos rumou ao FC Porto para o lugar de Fernandez, ficou no 2º lugar. À nona jornada da época de 2005/2006 rumou ao Restelo onde pegou num plantel construído para a Europa e acabou... na Segunda descida. Peço perdão, o Belenenses ficou na primeira Liga, mas só depois de decisões admnistrativas por isso creio que o excelso técnico não terá tido grande relevância nesta decisão...
.
Podia estar aqui muito mais tempo a falar sobre o seu currículo como técnico principal, ah, não não podia, foi isto... Depois desta épica demanda, comecei a tentar perceber qual o critério que levara a FPF a escolhê-lo, devo referir que a esta altura já tinha perguntado a praticamente todas as pessoas que conheço que gostam de futebol, e a muitas que nem acompanham, e ninguém me sabia esclarecer, mas eu e o meu feitio insaciável decidimos não desistir tão facilmente.
.
Não acredito que o peso que traz no nome (Peyroteo) de quem é sobrinho-neto tenha qualquer influência, e aqui estou a ser sincero, nada de sarcasmos! No portal da FPF pode ler-se algumas frases que cheiram a justificação, mas muito 'fraquinha'... Por exemplo, "José Couceiro assumiu o comando técnico da Selecção Nacional Sub-21 em Agosto de 2006 dirigindo a equipa na qualificação para o ‘play-off´ onde Portugal eliminou, de forma brilhante, a Rússia, garantindo assim um lugar na fase final do ‘EURO – HOLANDA 2007’." Pois, isto não justifica já que ele já estava ao comando nesta altura... Passemos a outra: "José Couceiro apresenta uma vasta experiência, fruto das várias funções ligadas ao Futebol que já assumiu." Eh lá, afinal o senhor até merece, que feitio o meu...
.
E cá fica a minha contribuição para tentar esclarecer aqueles que como eu estão a tentar compreender como este senhor foi parar ao lugar que ocupa, só para terminar os números mais importantes a meu ver do último mês de Couceiro, desde 10 de Junho de 2007 até dia 13 de Julho de 2007 "conseguiu" o feito de em 8 jogos vencer 2, empatar 1 e perder 5! No europeu de sub-21, o empate a zero com a Bélgica, a derrota 1-2 com a Holanda e a vitória 4-0 sobre Israel! No play-off de apuramento para os Olímpicos de 2008, derrota nas grandes penalidades com a Itália, e no mundial de sub-20, vitória 2-0 sobre a Nova Zelândia e três derrotas de seguida, 1-2 México, 1-2 Gambia e a finalizar 0-1 com o Chile nos oitavos, num jogo em que Portugal terminou com 1 remate à baliza e duas expulsões por comportamentos ridículos dos seus jogadores.
.
Não ilibo os jogadores destas prestações, mas não podia deixar de lançar as minhas "farpas" a alguém que na minha opinião nada justificou até hoje para estar onde está e mantém uma postura agressiva e altiva perante quem o questiona, hoje a ouvir as suas declarações ouvi o senhor dizer que a participação portuguesa foi a 3ª melhor de sempre, não cito pois não ouvi tudo e não sei se falou sobre o europeu sub-21 ou o mundial sub-20, estes números já lhe interessam...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Ohhh!!! The wound!!!!

Este é indispensável!... The wound, que mítico!

Nocturna de Voley

No próximo sábado, realiza-se em Sesimbra um torneio de Voley de praia entre as 17 e a 01h da manhã. Este vosso caríssimo fará equipa com o companheiro destas andanças, Tiago. Por isso, se querem ver bom voley apareçam, certamente estarão lá duplas que se safem melhor que nós...
Seja como fôr, contamos estar despachados antes das 19:00h para termos mesa no Rodinhas! Não percam esta dupla maravilha em acção, é já dia 14 em frente ao Hotel do Mar.

terça-feira, 10 de julho de 2007

How to defend yourself against fresh fruit

Podia estar aqui a noite toda a colocar vídeos deles, que espectáculo!

Apedrejamento

Hehehe... A vida de Brian, que filme!

And now for something completely Different

Monty Python, absolutamente geniais, que humor!...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dirty dozen (estreia 15 de Julho de 2007)

Coloquei o título original para não lhes chamar os doze indomáveis patifes pois isso parecia mal... Estou a ver o debate para a Câmara Municipal de Lisboa...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Velocidade, de Dean Koontz

"Se você não levar este bilhete à polícia, vou matar uma linda professora loura em algum lugar do condado de Napa.
Se você levar este bilhete à polícia, matarei uma mulher idosa que faz obras de caridade.
Você tem seis horas para decidir. A escolha é sua."
Lendo isto na contracapa de um livro, dificilmente conseguimos ficar indiferentes. Este thriller tem tudo para nos prender até à última página e garanto que o consegue fazer.
Um barman encontra este bilhete no vidro do seu carro e a história desenrola-se desde esse momento, a primeira escolha condiciona tudo o que se segue, os capítulos curtos e os pormenores da escrita de Dean Koontz são condimentos mais do que suficientes para nos fazer devorar páginas a uma velocidade impressionante.
O único problema é que li uma versão em português do Brasil e isso dá alguma luta, quase que arranquei os cabelos ao ver como algumas palavras se escrevem naquele lado do globo...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Li recentemente O Deus das Moscas do prémio Nobel William Golding, e fiquei a pensar como demorei quase 26 anos a pegar nesta obra. Foi necessário emprestarem-me o livro e dizerem-me maravilhas dele para eu ler aquele que se tornou imediatamente, um dos melhores romances que já li.
A mesma pessoa que me emprestou o livro, descreveu-o como uma grande lição de vida, e certamente é uma das melhores definições que se pode dar da história.
Em poucas palavras, o tema desenrola-se numa ilha deserta onde se despenha um avião e os únicos sobreviventes são jovens, adolescentes e ainda crianças, como podem calcular, o interesse reside em perceber como estes se organizam e conseguem sobreviver a esta prova de fogo.
O formato, que hoje em dia pode parecer esgotado por várias séries e filmes, tem de ser protegido pela evidência da data da sua publicação, 1954. Na capa aparece rotulado como um dos clássicos do século XX, não me custa a crer.
O relato é impressionante, o que se passa durante a narrativa mostra pormenores arrepiantes da espécie humana quando removida do seu espaço natural e forçada a sobreviver, isto tendo em conta que os personagens são crianças, dá um ar muito mais apaixonante e intenso a tudo o que se passa.
Recomendo a todos, é daqueles indispensáveis...

domingo, 1 de julho de 2007

Boicote às "notícias" cor-de-rosa

Não conheço a jornalista nem sei qual é a sua posição no que concerne a notícias de duvidoso interesse, mas o que interpreto desta atitude é um simples boicote a uma notícia que não tem qualquer relevância e certamente não merece abrir um noticiário.

Gostava de assistir a mais jornalismo assim, talvez perdesse mais tempo a ver televisão...

domingo, 24 de junho de 2007

Arraial

Este fim-de-semana tive a oportunidade de estar presente num arraial, não faltou nada, a sardinha, o chouriço, a bela da bifana, o entrecosto, aquele cheirinho da grelha, a música a animar o pessoal, acho que já dá para ver a ideia.
Mas o que me faz escrever sobre este arraial, é algo que pode ser indiferente a muitos, mas que a mim marcou de forma especial. Estava eu e o meu amigo Tiago de volta do barril de tinto, quando reparámos que estávamos num ponto duplamente fulcral, para além de ser o sítio de abastecimento, juntava-se ali uma pequena roda de homens que ainda de forma algo discreta cantavam músicas, a sua maioria tipicamente alentejanas. Nós entabulámos conversa e de pronto nos perguntaram se cantávamos alguma, o nosso reportório podia parecer escasso tendo em conta os nossos dignos interlocutores, mas decidimos cantar a nossa música de eleição, Cavalo Ruço. O resultado foi o melhor, depressa estávamos a ser acompanhados por todos os que compunham a roda e no fim fomos felicitados, mas, o melhor estava para vir. De certa forma a nossa humilde actuação deu o mote, e daí para a frente as canções sucederam-se, canções do nosso país cantadas com sentimento e aí, tenho de admitir que as lágrimas dançaram nos meus olhos ao ouvir aquela boa gente cantar, ainda cantámos mais uma ou duas, eu só acompanhava o Tiago e o Vieira que são bem mais conhecedores da arte, mas fiquei marcado por aquele aparentemente banal momento.
Foi muito bonito, tal como a festa em si, podem existir muitas festas por este mundo fora, mas melhores que as festas típicas de Portugal, não devem ser muitas...
P.S. - O.K. a noite não acabou bem, tenho de fazer este pequeno post scriptum antes que os corrosivos comentários o relembrem... mas foi uma grande noite!...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Surreal

Ora bem, este bólide que está apresentado na foto foi o meu primeiro carro, o primeiro que ficou em meu nome, adquiri o mesmo em 2001 e durante três anos deu-me várias alegrias e sempre se comportou bem. Em 2004 decidi partir para outra e dei o mesmo para retoma e comprei o meu actual carro.
Parece-me um procedimento simples e aparentemente pleno de legalidade. Talvez tenha descurado algum aspecto ao efectuar esta troca, talvez me tenha escapado algum documento, admito que não sei se foi o caso.
Mas esta minha relação com este carro estava longe de chegar ao fim quando nesse Agosto de 2004 procedi a esta troca. Mais de dois anos depois de o ter vendido, perto do final de 2006, uma pessoa deslocou-se à minha casa, e disse-me que tinha um assunto para resolver sobre o peugeot que eu tinha vendido. Com grande espanto, desci até à rua e pasme-se, os documentos estavam em meu nome... A pessoa estava claramente a agir de boa fé e queria que eu assinasse uma declaração de venda para poder legalizar o carro, pacientemente expliquei mais do que uma vez que apenas a Nacional Car, é este o nome da empresa onde esta marosca foi engendrada, podia solucionar o seu problema pois eu havia vendido o meu carro à mesma. Ele deslocou-se ao stand ao mesmo tempo que eu telefonei para lá, a mim disseram que eu não tinha que me preocupar, que a minha responsabilidade terminara a partir do momento que eu o vendera, aí fiquei descansado...
Anteriormente esqueci-me de dizer que dei o meu contacto à pessoa para o caso de ser necessário, depois desse dia recebi vários telefonemas dele a tentar que eu assinasse a declaração, sempre paciente lhe fui dizendo que não assinava nada. Não tão pacientemente fui avisando a Nacional Car que queria ver a situação resolvida, nunca vi tamanha destreza a descartar responsabilidades como das pessoas que me atenderam.
Foram-se sucedendo este tipo de episódios até que uns tempos volvidos, a pessoa voltou a apresentar-se em minha casa, eu não estava e ele tentava resolver o problema pois ia sair do país por alguns meses, por lapso a minha mãe deu-lhe o seu contacto em vez do meu (ele tinha perdido o meu número entretanto). Daqui para a frente a minha mãe recebia telefonemas periódicos sempre sobre o mesmo tema. Devo dizer que as pessoas que foram contactando comigo e com a minha família sempre foram correctas e educadas, nada disso está em causa.
Entretanto, o meu irmão informou-se na DGV e foi-lhe dito que tudo o que sucedesse com o carro era da minha responsabilidade, pois os documentos ainda estavam em meu nome, e que a única solução seria ordenar a apreensão do carro neste organismo que reeencaminharia o processo para a polícia, e que a partir do momento que entregasse esse impresso, a minha responsabilidade cessava. Assim o fiz, com a esperança que o carro fosse apreendido e as entidades competentes procedessem à legalização do mesmo em conjunto com a pessoa que sempre de boa fé tentou resolver o problema.
Também me parece pertinente referir que do que entendi das conversas que fui mantendo, o carro depois de sair das minhas mãos, terá sido vendido pelo Stand a um "comercial" que por sua vez o vendeu a um particular, e terá sido esse particular a vender ao meu persistente interlocutor. Sendo assim, é da mais elementar justiça reforçar a ideia que a pessoa que me tem abordado foi a única a tentar legalizar os documentos!
Há aproximadamente um mês, a minha mãe recebeu novo telefonema, de um alegado inspector da PJ que teria o processo pendente nas suas mãos e se oferecia para se encontrar comigo para regularizar a situação... Entrámos em contacto com a delegação da polícia judiciária a que o alegado inspector disse pertencer, e foi-nos dito que tinham lá um inspector com esse nome. Ainda assim não me quis preocupar com isso pois esta abordagem me pareceu muito suspeita e deixei andar, alguns dias volvidos novo telefonema, também pacientemente o meu pai repetiu vezes sem conta o que eu disse para trás e aparentemente o inspector terá percebido pois disse que não estava por dentro dos pormenores do caso e que sendo assim eu não teria de me preocupar mais, desculpou-se pelo incómodo e despediu-se.
Quem leia pode ficar com a ideia que eu nunca falei com nenhuma destas personagens desta surreal estória, mas isso deve-se unicamente ao facto de eu estar sempre a trabalhar aquando destas abordagens.
Se vos escrevo hoje, é porque há cerca de meia hora tocaram á campaínha, a pessoa identificou-se como um agente da polícia da amadora que tentava solucionar o problema do peugeot que eu vendi! Abri a porta já em brasa. Quando o alegado agente chegou à minha porta, estava acompanhado pela primeira pessoa que me abordou, o comprador do carro, o "agente" mostrou-me a sua identificação, um brilhante distintivo que não faço ideia se é verdadeiro ou não, na minha inocência ou boa fé (esta é mesmo uma história cheia de "boa fé". Disse ser amigo do outro indivíduo e que estava apenas a tentar resolver o problema, uma vez mais traziam a declaração de venda para eu assinar, lá lhes expliquei várias vezes mais todo o processo, que liguei para a Nacional Car, que ordenei a apreensão do carro, que não assinava nada, sempre com uma paciência de santo. A conversa foi sempre cordial e o "agente" lá tentou explicar ao comprador que eu não posso fazer nada, que não posso estar a assinar uma declaração depois de ter vendido o carro e ainda mais depois de ter dado ordem de apreensão. Ele não percebeu muito bem, mas lá foram embora dizendo que iam ao Stand para pedir a identificação do "comercial" que comprou o veículo, para este apresentar a malfadada declaração de venda que ninguém sabe onde pára. Ou muito me engano ou este caso não fica por aqui.
No início deste texto disse que possivelmente falhei nalgum aspecto, talvez o tenha feito pois sou leigo no que toca a vender carros, talvez devesse ter sido eu a tratar de passar os documentos para o nome do Stand, não sei se é assim ou não. Sei isso sim, que isto se deve a um pormenor muito simples, os stands não procedem à alteração para evitar uma maior acumulação de registos. Isto é óbvio.
Quero aqui alertar para outra questão, também a minha cunhada teve um problema semelhante com o mesmo stand quando vendeu o seu carro, nesse caso foi ainda pior pois estes artistas deram a terceiros o contacto do emprego da minha cunhada, isto é criminoso! Certamente centenas de carros estão na mesma situação, ainda hoje me alertaram que ao entrar em vigor a nova legislação que diz respeito ao Selo do Carro, no próximo ano muitas pessoas receberão em casa um selo de um carro que já venderam, e só aí ficarão a sabê-lo!
Uma sugestão, quem já passou pela situação de ter vendido carros a um stand, dê um salto à DGV e pergunte em que nome estão os documentos, é que pode ter uma desagradável surpresa...
Uma questão, pretendo apresentar queixa contra a Nacional Car, mas desconheço qual a entidade competente para receber essa reclamação, agradeço que me esclareçam se o souberem. Desculpem o testamento, mas esta situação "makes me maaaaaddddd!!!"

Cavalo Ruço

Não me vou alargar em comentários, simplesmente, eu, Tiago, Vieira e Gonçalo, com a parca ajuda de Neto a tentarmos cantar o Cavalo Ruço. um tanto ou quanto desafinados...