quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bora lá Ultras!!!

Hoje às 21:00h na Inatel todos a apoiar o CCRAM, vem ser Ultra e vibrar na bancada ao lado da melhor claque de vólei feminino de Portugal!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Majestoso cartão vermelho!

Vendo o debate sobre as novas tecnologias no futebol infelizmente fico com a ideia reforçada que os árbitros não querem ajuda, como diz o Artur Agostinho, até parece que isto interessa a alguém...
Pedro Henriques - que desilusão, diz que é a favor mas levanta mil reservas e não apresenta uma solução.
Duarte Gomes - Idem, tirando a parte da desilusão pois este não me ilude...
Proença - O único a defender incondicionalmente as novas tecnologias, mas o choradinho é igual ao dos outros!
Hermínio - Gostei de ver o esgar quando o Duarte disse que a parte financeira pouco interessa aos árbitros...
Também foi curioso ver os senhores a queixarem-se de serem amadores mas quando lhes perguntam se estão dispostos a deixar as suas profissões e dedicarem-se a 100% ao futebol, ui que isso não interessa, não foi para isso que se meteram na arbitragem...
Dizem que são os mais avaliados, pelas comissões, pelo público, pelos clubes, pelos observadores... Mas porque é que as avaliações não são públicas pergunto eu?!!! Porque é que só conhecemos a classificação ao fim do ano?!!!
A palhaçada continua, meus amigos, dizerem que o público português não ama o jogo é a mais fácil das escapatórias, vocês têem algum complexo de tendência para o protagonismo! Um de vocês disse quem em Portugal temos 3000 árbitros e são necessários 7000, por mim esta noite passávamos a ter 2997...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Cornwell, the saxon stories

Bernard Cornwell é há muito o meu escritor favorito, não conheço nenhum outro que relate da mesma forma as batalhas e a vida dos soldados em diferentes momentos da história e de diferentes povos.
Depois das Crónicas do Senhor da Guerra, uma brilhante trilogia sobre Artur, estou neste momento a ler The Saxon Stories, mais uma série de livros passados na zona de Inglaterra, estes durante o reinado de Alfredo. A parte mais interessante para mim prende-se com o facto de ser contada por um Saxão, vendo assim a versão dos Saxões ao contrário do que sucedia nas crónicas sobre Artur. Apesar de o momento na história ser outro estou a gostar muito desta nova perspectiva. Aqui, Bretões e Saxões lutam contra as invasões dos Dinamarqueses, os bárbaros Vikings que procuraram nesta época tomar de assalto uma terra que lhes dava melhores condições que as frias terras do norte.
Já publicados por cá estão O Último Reino, O Cavaleiro da Morte e Os Senhores do Norte, cheguei a pensar que fosse uma trilogia mas no site oficial do escritor está já anunciado o lançamento de Sword Song que continua a contar a história de Uthred, o saxão que narra estes livros. Estou a gostar mesmo muito!

Depor Depor Depor

Pois é, o meu Depor estreou-se na primeira Liga da época com uma vitória por 4-1 e com uma exibição muito convincente. Estivémos em grande, mesmo jogando com apenas 1 a rodar não demos hipótese ao adversário e estivémos sempre em cima deles!
E no próximo domingo começa já mais uma liga e lá estaremos para nos divertirmos e claro, para tentar vencer!
Um por todos, DEPOR DEPOR DEPOR! (que grito...)

E os olhos?...

Ainda falando sobre a recente viagem, houve um aspecto que ficou a faltar nos abrangentes cadernos denominados por díario de bordo. Quem nunca tenha visitado a cidade e se baseie apenas na leitura destes interessantes mas ainda assim parcos relatos, poderá ser induzido num erro que não posso permitir. Tirando um possível e breve contacto com uma presumível Italiana, pouco se fala em elementos do sexo feminino, mas, não pensem que não os há por lá, porque há aí umas duas ou três raparigas lá em Paris, mas à vontadinha se não forem umas cinco...
Ora, num registo de interesse exclusivamente académico, eu e alguns dos companheiros de viagem, nomeadamente o bloguista Ilsete, fomos analisando as moças que se cruzavam no nosso caminho, quando assim se impunha essa análise, ora numa estação de metro, ora num restaurante ou simplesmente na rua. E o que dizer sobre a mulher francesa, bom, na verdade não há muito a dizer, poderia ser considerada uma desilusão se ilusão existisse, mas não era assim. Não posso dizer que fosse à espera de encontrar por lá mulheres mais bonitas que as portuguesas, mas devo ter andado pelas ruas erradas pois quase só nos cruzámos com moçoilas banais cujo único motivo de realce é a diversidade de estilos na roupa que usam.
Agora, se há algo em que a francesa é forte, esse algo é o olho francês. Fiquei, melhor, ficámos maravilhados com os olhos, cada moça que passava tinha uns olhos mais claros e mais fascinantes que a anterior. Fortíssimas ao nível do olho verde e azul, tão fortes que os olhos das francesas mereciam este post. Gostei!

sábado, 10 de novembro de 2007

Viagem a Paris, notas finais

É sem dúvida uma viagem que vale a pena, monumentos únicos e fantásticos senão mesmo maravilhosos, uma cidade que sabe lidar com o turismo que recebe, os preços são um pouco altos para a nossa realidade mas enfim...
O Louvre, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, Notre Dame, a Disney, são alguns dos locais que destaco mas esta cidade é muito mais, se puderem visitem porque vale mesmo a pena!

Diário de Bordo IV the final act

Chegámos então ao último dia da nossa estadia em Paris, já estava vista uma boa parte da cidade, alguns dos principais pontos de destaque percorridos, e como levávamos uma criança grande no grupo, sim o Gonçalo a.k.a. A Garça, não podíamos pois deixar de ter visitado a Eurodisney, a versão Europeia do maravilhoso parque temático da Disney. Por sorte o parque disney aliava dois acontecimentos, os festejos do 15ºaniversário ao Halloween, espectacular o tratamento que foi dado ao parque por ocasião do Dia das Bruxas, várias dezenas de bonecos em tamanho real alusivos, e algumas estruturas enormes que presumivelmente estarão montadas apenas alguns dias. Ficou a dúvida no ar, se fizeram aquilo tudo pelo Halloween, o que farão no Natal, deve ser a loucura.
Loucura foi também a primeira montanha russa onde andámos, chegámos cedinho ao parque e as portas estavam ainda fechadas, mas já montes de pessoas se amontoavam nas entradas e assim que foi anunciada a abertura centenas de pessoas corriam para os divertimentos. Nós tivémos a (in)feliz ideia de começar pelo Space Mountain, a fila não era muito grande e a espera estava estimada em meia hora, arriscámos. Na minha inocência perguntei o que era, até que me disseram que era uma montanha russa, respondi que não gosto de montanhas russas mas era tarde de mais e isso não era argumento visto que dos 6, 4 partilhavam da minha ausência de gosto pelas montanhas, ainda apresentei como recurso final uma súbita dor de barriga mas quando dei por mim estávamos presos ao maquiavélico carrinho...
À distância e no conforto do meu sofá posso dizer que a experiência vale a pena, a definição que normalmente se usa para descrever estes momentos é de Adrenalina, e parece-me uma adequada definição, o Space Mountain é todo ele dentro de portas e em grande parte do tempo na escuridão total o que o torna assustador mas também espectacular, claro que no fim dávamos graças por o pequeno-almoço ter sido leve e procurámos uma diversão mais calminha...
Fomos então para um espectáculo mais ou menos virtual, numa sala de cinema distribuíram-nos óculos 3D e era relacionado com o filme Querida Encolhi os Miúdos, tá engraçado e os efeitos até estão giros, só não gostei do som que no original era francês e os auscultadores não abafavam o mesmo, ouvia-se um misto de francês e inglês...
Depois disso percorremos vários espaços, uns mais calmos que outros, mas o parque em si é muito giro e envolveu-me levando-me de volta a um mundo de fantasia e animação que me acompanhou enquanto cresci. Talvez a maior desilusão foi a quase ausência dos símbolos míticos da Disney, Mickey, Miney, Pateta, Donald, entre muitos outros quase não aparecem em lado nenhum, imaginava que muitos bonecos andassem pelas ruas mas não é nada assim, posso mesmo dizer que quase só os vi nas lojas de recordações à venda...
O que mais gostei foram mesmo os passeios subterrâneos, um muito bonito de vários bonecos que não sei identificar, entrávamos nuns carrinhos que passeavam e nas galerias estavam várias animações, é o mundo fantástico da Disney que fascina crianças e não só...
Porque não queríamos perder o hábito almoçámos numa pizzaria, e logo após o almoço a Garça insistiu que andássemos num dos ícones da Disney, as Chávenas! Eu não aconselho as chávenas para quem acabou de almoçar mas nós lá fomos e felizmente correu pelo melhor apesar dos gritos angustiantes das crianças que tentavam a todo o custo parar o rodar das chávenas, refiro-me naturalmente ao Cabra e ao Tiago!... O labirinto de Alice no País das Maravilhas foi outro dos pontos, destaco o passeio nos cenários fascinantes dos Piratas das Caraíbas, outro subterrâneo e provavelmente o mais espectacular de todos os que fizémos. Dos passeios o do Peter Pan ou da Branca de Neve são também bonitos mas não tanto.
Um simulador de uma navedo Star Wars era uma ideia que à partida seria excelente mas eu não gostei, a viagem deixou-me mal disposto, ao contrário das montanhas russas onde nem tinha tempo para ter medo, foi neste voo virtual que o estômago andou às voltas e saí de lá branco e a precisar de um Hamburguer Menu Indiano!
Nesta visita tive ainda duas grandes dores de barriga, ou seja a montanha russa do Indiana Jones e a das minas, mas estas não assustaram tanto como o Space Mountain e gostei um pouco mais... A casa assombrada e muitas outras paragens que me estou naturalmente a esquecer merecem a visita, de resto todo o ambiente é muito porreiro e estava como já disse enfeitado com os bonecos do Halloween por todo o lado. Este foi um dia muito bom e no geral e apesar de num plano antagónico aos restantes, aquele que mais apreciei.
Já noite um breve passeio na Disney Village onde está entre outros espaços o Planet Hollywood e como já se fazia tarde e o dia seguinte começaria bem cedo, regressámos ao Oops. Parámos à porta para experimentar um restaurante diferente, provavelmente a única Pizzaria que restava em Paris! O que veio depois foi triste, o WC do Hostel era arrojado e por isso respeito quem o desenhou, certamente quem um dia imaginou uma casa-de-banho onde a zona do chuveiro não tem nenhuma barreira no chão a separar do resto ou uma curiosa sanita bem alta e pouco ergonómica, não esperava ver a sua funcionalidade testada por um Bambi no duche, um Pir a barbear-se e uma Garça ergonomicamente adaptado, isto tudo ao mesmo tempo... Resultado, chuveiro, lavatório e sanitas entupidas, o cansaço era muito, rendemo-nos e deitámo-nos para às 4h da Matina acordar com o Tiago a chamar-nos C...õ.s!!!
Meia hora no frio de Paris a pé até ao Comboio rumo ao Charles de Gaulle e a viagem de regresso a casa, aquela que para mim é a melhor parte de qualquer viagem, ver de novo a minha terra, a minha cidade, a minha casa...

Diário de Bordo III

O terceiro dia em Paris levaria-nos até uma das maiores atracções da cidade, um dos maiores e mais importantes museus do mundo,o Louvre. Este era o meu ponto de eleição, aquela visita que justificava por si só a deslocação a esta cidade. Fiquei com este museu atrás da orelha desde que li o Código da Vinci, das primeiras coisas que notei quando entrámos nas instalações e me surpreendeu foi ver uma banca dedicada ao best-seller de Dan Brown... Achei curiosa esta abordagem populista da questão.
Saímos numa das estações de metro que dão acesso ao museu e a primeira impressão foi que nos estaríamos enganado, ruas vazias era uma imagem que não esperávamos encontrar nas imediações do mesmo. Mas as dúvidas que eventualmente existissem rapidamente se dissiparam, a área que o Palácio do Louvre ocupa, espaço onde se encontra o Museu, é enorme e prolonga-se por vários quilómetros. Algumas fotos na entrada onde está a polémica pirâmide de vidro e lá descemos, sem qualquer problema pois a fila era pequena e sempre a andar, ao contrário das informações que recolheramos. Já dentro do Louvre comprámos os bilhetes e uma vez mais as filas para entrar eram um simples mito, uma recomendação, não bebam café no Louvre...
No centro, 3 entradas apresentavam-se, a Richelieu, Denon e Sully, começámos pela primeira e desde logo nos dirigimos ao espaço que eu mais gostei em toda a visita, o das esculturas francesas, para além de ser uma zona mais ampla e iluminada do que obviamente as das pinturas, as obras propriamente ditas são espectaculares e de um detalhe magnífico, em mármore ou bronze gostei de todas, em particular de uma majestosa onde se encontram quatro homens cativos (não sei o nome), e outra do túmulo de Phillipe Pot carregado por oito monges, aqui fizémo parte da exposição ao tirar fotos ao lado dos monges e quase passávamos por estátuas... Mas a sério, esta estátua é uma das mais importantes desta secção do museu e gostei muito dela.
Mas este Museu parece não acabar e é mesmo impossível seguir um rumo certo, o facto de estar dentro de um palácio adaptado e não num espaço criado de raíz para o efeito, leva-nos a entrar por salas que se dividem em muitas outras salas e às tantas já não sabemos por onde entrámos, a sugestão que deixo para aqueles que como eu não são entendidos em arte é de se deixarem ir ao sabor da corrente e ir vendo sem se preocuparem em seguir um caminho pré-definido, ao virar de cada esquina e em cada sala surgem novas obras sempre interessantes. Como é exemplo esta que surge à direita com estes três imponentes bustos, um em mármore, o segundo em bronze e o terceiro de uma assustadora matéria desconhecida, atente-se no olhar esgazeado e morífero, parece até que esta demoníaca cabeça pende fora da vitrine...
São inúmeras as pinturas que enchem as incontáveis paredes, também as tapeçarias gigantes impressionam, enfim, este relato seria bem mais exacto e interessante se feito por alguém que perceba arte, eu apenas sei do que gosto, e gostei do que vi e de que maneira.
De manhã vimos ainda aquela que é por muitos considerada a principal atracção do museu Mona Lisa que está na sala 6 do 1º piso da ala Denon, já esperava que o quadro da senhora Gioconda fosse pequeno, mas também aqui as más-línguas exageraram, primeiro porque entrámos à vontade na sala, sem filas de horas como diziam, foi chegar e entrar numa sala que tem várias outras pinturas que acabam por ser ofuscadas pela presença da obra de Leonardo da Vinci, depois porque consegui em poucos minutos chegar ao limite de distância em relação ao quadro e depois porque não é um quadro que ocupe uma parede como outros neste museu, mas que se vê perfeitamente.
A barriga apertava e uma manhã inteira a percorrer a pé o museu deixava marcas, fomos procurar então um restaurante que encontrámos num quarteirão perto. Mais uma vez quisémos inventar e não comemos Italiano, resultado, uma amostra de bife e umas batatinhas... Depois de almoço a Garça e o Bonito não quiseram regressar ao Louvre e foram para outras bandas, os restantes regressámos para conhecer um pouco mais, vimos ainda a zona medieval do Louvre, a parte das antiguidades egipcias que deixaram um pouco a desejar e ainda outro dos pontos de referência, a estátua da Venus de Milo (Aphrodite) na zona das antiguidades gregas, também esta estátua merece a visita.
Quando saímos do Louvre o Bambi insistia em visitar a Fnac e fomos andando até uma estação de metro para sairmos na avenida dos Campos Elíseos, subindo a avenida uma paragem na loja do Paris Saint Germain e lá encontrámos a loja para o Bambi comprar as suas bandas desenhadas, logo por azar, fomos à única das várias Fnacs de Paris que não vende livros...
A próxima paragem era o Oops para recarregar forças para uma ida até à Pequena Atenas onde procuraríamos um restaurante Grego, após algumas voltas de indecisão fomos quase obrigados por um ameaçador senhor Grego para entrar no seu estabelecimento. Gostei do ambiente onde durante toda a refeição um dueto tocava e cantava canções gregas (presumo), e também apreciei a comida. Aqui, Bambi que passara a viagem a dizer-nos que era costume em Paris nos colocarem jarros de água na mesa, independentemente do que pedíssemos para beber, quase espancou um jovem que nos trazia 3 garrafas de água após pedirmos cerveja Grega, graças ao nosso companheiro de viagem o intimidado empregado levou a água de volta e nós passámos sede...
Depois lá pela zona que também é conhecida por St Michél, entrámos num barzito discreto onde bebemos uma cerveja duvidosa, de seguida entrámos noutro bar, este mais animado, com muita música, muita dança e muitas culturas, desde a nossa, a local e também a Peruana, é tudo o que há a dizer sobre este bar independentemente dos comentários que possam surgir aqui posteriormente...
Nada de melhor havendo a fazer nessa noite... aproveitámos o último metro da noite e lá fomos novamente para o Louvre para descansar, o último dia em Paris estava à espreita e tínhamos de nos preparar...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Diário de Bordo II

Surpreendentemente acordámos todos bem no dia seguinte, admito que suspeitei que o "nosso" Inglês fosse um psicopata que nos iria limpar durante o sono... Enfim, lá deixámos a nossa mansão luxuosa, eu já ia com uma carraspana doida, o frio de Paris deu conta de mim...
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O primeiro ponto a visitar era... a Torre, desta vez de dia, parecíamos apostados em ver a senhora de todos os ângulos possíveis e em todas as horas... O objectivo era subir, depois de uma hora e meia na fila o fim desta estava a escassos metros quando... fecharam o acesso ao piso superior e lá nos tivémos de contentar com o segundo piso... Ainda assim a vista é impressionante e merece a espera. Muito pessoal, muita confusão e preços em conta lá em cima nas lembranças!
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Ainda pensámos descer a pé pela escadaria, felizmente a insanidade temporária provocada pela altitude depressa passou e lá descemos no elevador, segunda etapa do dia, passeio no Sena. O passeio ficou-se pela intenção, atravessar a ponte ainda atravessámos, o pior era a fomeca e a dor nas pernas que apertava, lá encontrámos um sítio para aportar e encher o bandulho (ou não), lasagna de Salmão não é o meu prato favorito... É o que dá não comer no Italiano...
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Já de barriguinha composta, o chamamento do corcunda era mais forte e Notre Dame aguardava ao fim da linha, mas pelo meio fomos dar a uma praça onde estava um pequenito hotel parecido com o nosso alojamento, o Hotel de Ville situado numa praça muito ampla.
Este edifício é mais um dos que salta à vista e analisado ao pormenor tem apontamentos deliciosos, achei que tirar esta foto a preto e branco era o ideal para a mística que o local contém.
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Mas já se via a torre bem famosa da Catedral e para lá nos dirigimos não sem antes parar numa loja de souvenirs, novelties, party tricks (hehe, um pequeno aparte), loja esta onde o Ricardo se viu assediado pelo empregado que ficou siderado a olhar os seus ténis, por momentos pensei que o homem fosse comprar os ténis ao nosso parceiro de viagem...
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Notre Dame esperava ao virar da esquina, como bons tugas que somos, ninguém o pode negar, apreciámos a fila para entrar e soltámos um uníssono e consensual "hesito", até que o Tiago se lembrou que ah e tal, falaram-me numa forma de entrar sem esperar, aqui convém acrescentar que desde a nossa chegada a França que só nos metíamos em filas o que tornava justa a artimanha, e lá entrámos pela saída onde uns amistosos franceses de ar afável nos brindavam com uma saudação local em que nos apontam o punho e gritam "Sortie, Sortie!!!" e apontam para a seta da saída, nós como pessoas respeitadoras que somos respondemos à saudação... A Catedral é bonita por dentro como o é por fora, certamente terá muitos mistérios por responder, como o de Sua Eminência o Cardeal que morreu duas vezes como esta placa atesta, o senhor deve ter pensado, ok eu morro mas como ainda tenho umas coisas para resolver vou lá mais 9 aninhos e pronto, a coisa faz-se...
Vista a Catedral, um lanchinho impunha-se e fomos calcorreando as ruas até descobrirmos o lugar ideal para uma fresquinha, com o brinde da ordem. Mais uma vez, o amigo Tuga era o empregado, um parceiro de Guimarães que nos deu mais umas breves dicas.
O Centro Pompidou foi a última paragem da tarde, onde assistimos a um espectáculo de rua engraçado. Depois o destino era mesmo o quarto, este já de 6, para a bela da banhoca e breve descanso antes da janta. Entupido o ralo e alagada a casa de banho restava-nos sair de mansinho em busca de jantar, fomos para a zona dos artistas e dos poetas, até ao Sagrado Coração, a subida do funicular levou-nos a mais um dos pontos altos da cidade que tem também uma vista magnífica. Também esta Catedral é muito bonita, sei que o constante uso do termo já cansa mas é mesmo verdade, a lembrar e de que maneira um dos monumentos de Barcelona, pela localização e pela concentração de pessoas na escadaria que dá acesso.
Descemos rumo ao jantar, desta feita para variar um pouco procurámos uma pizzaria e lá atracámos, alguns dos elementos quase espancaram o homem quando nos disse que não tinha cerveja mas tirando isso correu bem... Depois fomos até à zona do Molin Rouge e afins, zona bem frequentada... Muitos bares recomendáveis, infelizmente não entrámos em nenhum desses, apenas numa espécie de Irish, se não entrámos nos outros devo fazer uma mea culpa já que a minha constipação estava no auge e fui eu a querer abandonar a zona. Eu e o Bambi retirámo-nos mesmo para o Hostel já rendidos enquanto o resto da matilha fez um reconhecimento de St Michél, mas isso fica para outro diário...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Diário de Bordo

5ª feira lá partimos em direcção a Paris, o avião cumpriu o horário e chegámos à cidade luz por volta das 14:30h. De comboio e depois Metro lá chegámos ao Hostel e aí a primeira surpresa da viagem, o Oops (devíamos ter desconfiado pelo nome) deveria ter à nossa espera um quarto para os 6 mas na primeira noite não teríamos o quarto para 6 mas sim 2 quartos quádruplos, teríamos de nos dividir em dois grupos de 3 já que num dos quartos já estava um Inglês (assim o presumimos pela bandeira que o amigo deixou pendurada numa cadeira), e no outro uma Italiana (só 1 dos artistas supostamente a viu mas tudo bem, o pessoal acredita...). Pois é, é a maravilha dos Hostels no seu melhor, o pessoal lá deixou as coisas nos quartos, com a esperança que os ocupantes fossem de confiança (a esta altura ainda não tínhamos visto nenhum dos dois).
Cheios de fomeca já que o almoço no avião não matou a larica a primeira paragem era uma daquelas que vem nos guias turísticos, pois é, o bom e velho Mac. Aqui estava eu a tirar uma foto ao Gonçalo e ao Tiago que estavam na outra mesa, fui confrontado por uma Nativa que possivelmente pensando que estaria a fotografá-la, se virou para mim e começou a tirar-me fotos com o seu telemóvel... estranho... Entrei na festa e lá fiz umas poses... Seguimos a pé percorrendo as ruas em direcção à Torre Eiffel, mas antes passaríamos por uma das ruas míticas, a Rue Mouffetard, uma das mais antigas ruas de Paris que costumava ser um caminho gaulês e depois uma trilha romana que ligava Lutécia a Roma, sendo agora uma Rua recheada de comércio e mercados. Fomos fazendo o primeiro contacto com os edifícios e a cultura da cidade, visitámos uma pequena capela muito bonita, continuámos e chegámos ao imponente Panteão, uma obra majestosa e muito bonita, não deu para visitar mas é espectacular por fora.
Por perto estavam os jardins de Luxemburgo que não pudémos atravessar, estavam fechados, contornámos e tivémos a oportunidade de ver uma exposição fotográfica sobre o espaço bem interessante. Andando um pouco e conhecendo parte da complexa e abrangente rede de Metropolitano parisiense lá fomos dar às imediações da Torre, ao longe a primeira imagem da senhora não provoca grande sensação mas ao aproximar o seu tamanho ganha outra força e é sem dúvida uma obra maravilhosa, pode-se discutir se é ou não uma das maravilhas, mas que é grande é! Vista à noite revela um espectáculo de cor dourada que veste a Torre e uma vez por hora durante dez minutos acendem-se umas luzes azuis que enfeitam-na qual árvore de Natal e dá uma visão bem espectacular.
Descemos deixando a Torre para trás em direcção ao monumento à Paz, algumas fotos mais e fizémos o caminho inverso até ao Metro para rumar a outro dos monumentos indispensáveis da cidade, o Arco do Triunfo, também aqui fiquei bem impressionado e posso dizer que não esperava que fosse tão alto, foi aqui que após uma enorme escadaria e uma queda do Cabra quase no topo, tivémos o primeiro contacto com a dimensão da cidade, com os Campos Elíseos mas também com outra realidade, a cidade não é muito iluminada, um pequeno pormenor. Importante sim é o Arco em si também ele uma referência de Paris. Pouco mais há a acrescentar sobre este primeiro dia, lá encontrámos um restaurante italiano para jantar e descemos os Campos Elíseos, digamos que dá para desmoer... Pior mesmo foi subir e depois conseguir voltar ao Hostel, o Metro acabou entretanto e conseguir um Táxi foi uma sorte, dois então... O primeiro grupo ainda encontrou um Taxista Tuga, diz que há uns quantos portugueses por lá... Chegámos aos quartos onde os nossos colegas já dormiam. Adormecemos no quarto com um estranho (e uma estranha), se nós não estávamos muito agradados imagino eles que tinham 3 desconhecidos a dormir no mesmo quarto.... Mas tudo correu bem e no dia a seguir estávamos de partida, como estou eu agora também, depois conto mais sobre a viagem!

Celebrity deathmatch Socrates vs Santana

Ouvi cerca de 45 minutos do debate sobre o Orçamento de Estado de hoje, algumas situações ficaram na minha mente, como por exemplo o facto de durante este período, e segundo a locutora durante grande parte da sessão, apenas um terço da bancada do principal partido da oposição estava na sala. Também durante este período o líder, Santana, esteve ausente regressando perto do final. Não consigo perceber esta situação, este é o trabalho daqueles senhores, e não é muito mal pago para a realidade deste país, ainda assim e num debate que teoricamente seria importante, não fosse o caso de não servir para nada pois nada se discute, nada se responde, passa-se o tempo em ataques pessoais a roçar o insulto barato, repito, ainda assim não estão lá na maior parte do tempo. Pelo menos num debate em que está presente o primeiro-ministro deviam estar todos os deputados, alguém pode ir à casa-de-banho ou algo do género, mas a maioria dos deputados de uma bancada não estarem lá é estranho. E este é um dia em que há cobertura mediática, como será nos outros?...
Outra das situações foi o constante queixume de Sócrates dirigido a Portas e Santana, culpabilizando estes e o seu governo pelos males actuais do estado. Independentemente de ter ou não razão, já cansa esta maneira de fazer política que no nosso país é regra, também eu não suporto os protagonistas do anterior governo nem reconheço legitimidade democrática para que nem um nem outro tenham ocupado os cargos que ocuparam, mas isso não ajuda nem resolve nada, queremos soluções e não ouvir governo atrás de governo culpar o anterior. Não ouvi o Primeiro-Ministro responder claramente a uma única pergunta, nem quando lhe fizeram uma questão de sim ou não.
Acho impressionante como mesmo ouvindo na rádio, consegui sentir o cheiro a mofo que vem daquela assembleia, os protagonistas são os mesmos há muitos anos, os das feiras ou os das festas, as trocas de acusações pessoais são ridículas, os discursos populistas de Portas ou Santana ainda empolgam alguém?...
Enfim, é o que temos...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Quel spectacle!

O.K., eu admito, a cidade é Linda...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A voz dos Deuses, João Aguiar

É o segundo livro que li de João Aguiar, li há tempos o Navegador Solitário que recomendo vivamente. Há uns meses a pesquisar na net sobre Viriato e as obras que invocam o mítico lider da Lusitânia que combateu o domínio romano durante aproximadamente 9 anos, descobri que João Aguiar escrevera um romance histórico sobre o assunto, fiquei com a pulga atrás da orelha e a semana passada ao passear numa livraria encontrei o dito.
Posso dizer que gostei muito, estou habituado a uma descrição mais pormenorizada das batalhas, fruto de muitos livros de Cornwell, o que nesta obra falha um pouco, mas se por um lado as batalhas passam um pouco a correr, por outro lado o "reinado" que não chegou a ser de Viriato é narrado de uma forma muito interessante por alguém que combateu a seu lado (onde é que já li isto?), e certamente se o autor fosse descvever as batalhas teria de fazer mais do que um livro pois teria muito para dizer. Aqui Viriato é apresentado como um grande homem e não um Deus, um líder por natureza que uniu o mais que pôde um povo da ibéria habituado a lutar entre si e não a combater o inimigo comum.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Guerra (colonial), de Joaquim Furtado

Mais do que para a geração dos nossos pais, esta série da RTP que passa às segundas à noite deve ser vista pelas gerações mais jovens, para que o que aconteceu durante a Guerra Colonial, porque foi isso que esta guerra foi, não seja esquecido, e esteja presente nas nossas mentes e assim permaneça na memória deste país.

O futebol regressa a casa

Pode não ser a pátria do futebol, mas é de lá que saem inevitavelmente aqueles que melhor definem o jogo, que com mais arte o sabem fazer.

"O futebol no Brasil não é um esporte. É o jogo da bola, da malícia e do drible. É o jogo que reflete a própria nacionalidade de uma terra dominada pela paixão da bola. No espaço do jogo, o futebol brasileiro é capaz de esquecer o próprio objetivo do gol, convicto de que a virtude sem alegria é uma contradição. Ganhemos a copa ou não, somos os campeões da paixão despertada pela bola! "

É portanto para mim, uma questão de justiça que em 2014 o Brasil organize pela segunda vez na história dos Mundiais de Futebol, a maior competição de selecções de todas. Pode não ser o país que tem o campeonato mais atractivo, pode não ser o que melhores estádios possui, certamente muitos outros se superariam em termos de organização, mas o Brasil merece.

Na conferência de imprensa em que foi comunicada a decisão da FIFA, foram feitas algumas críticas ao facto de muitas selecções já utilizarem jogadores oriundos do Brasil, a fábrica de fazer jogadores, assino por baixo as críticas, como Português prefiro uma selecção 100% nacional que nada conquiste a uma construída para vencer à conta de naturalizações oportunas, acho triste ver por exemplo uma selecção Italiana de Futsal a apresentar 10 jogadores Brasileiros como já se viu, mas quem defende a naturalização de 1, tem de aceitar tantos quantos forem melhores que os Portugueses de origem...

Enfim, parabéns Brasil, espero que a organização corra pelo melhor, que a nação organizadora, tal como em 1950 atinja a final, e já agora, que desta vez o Maracanã veja a canarinha perder o jogo decisivo para... Portugal!

Este tinha mesmo de fazer...

Hehehehehe

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Linda a minha sobrinha!!!

A meio do berreiro, e depois ao colo do pai!

Grana quê?

Sr. Presidente, venho por este meio propôr o sócio 14339, Paulo Rosa para sócio Honorário e de extremo mérito por 26 anos de entrega ao Sport Lisboa e Benfica, 26 anos de total e absoluta paixão desinteressada, sem quaisquer segundas intenções, tantos anos ao serviço do clube como tem de vida, pelo meio de amor, dedicação e sofrimento extremo.
Venho por este meio propôr para sócios honorários todos aqueles que por este clube vivem, por este clube choram, por este clube vão trabalhar às segundas-feiras bem dispostos quando o Benfica vence, e que quase não levantam a cabeça quando o seu clube perde. Venho propôr para sócios honorários todos os que entendem o significado se Ser Benfiquista, e não encaram o NOSSO BENFICA como um negócio, todos nós merecemos ser sócios honorários, e não os compadres que por aí andam...

Paris

Será que vou?... Ao que sei, a greve da Air France ainda continua... Acho que vamos até Paredes e já é uma sorte... Eu ia de comboio mas o pessoal não quer! Diz que é longe e tal. Mas não desespero, estamos a preparar uma reunião de emergência para delinear o plano para a Viagem, provavelmente vamos ter de colocar o plano B em execução, pessoal da Air France, vocês não querem saber o nosso plano B...

domingo, 28 de outubro de 2007