sábado, 7 de maio de 2011

Um reencontro especial

Corria o ano de 1991 quando um grupo de miúdos terminava a quarta classe. Correram lágrimas, o futuro era incerto, e alguns não sabiam o que os esperava.
Eu era um deles, e lavado em lágrimas, à porta da escola abraçado a alguns dos mais fiéis companheiros das traquinices da altura via o meu pequeno mundo (como eu também o era na altura) ameaçado. Entre juras de amizade eterna e lamentos, aquela imagem ficou-me gravada na mente.
Quase exactamente vinte anos depois, uma parte daqueles miúdos encontraram-se para recordar os bons velhos tempos, para matar saudades, para saciar a curiosidade de perceber o que era feito dos inseparáveis parceiros de outrora, mas, especialmente, para homenager uma grande Mulher, uma professora que nos orientou e educou nos primeiros anos da nossa formação académica.
Pode parecer estranho que alguém possa ter tido grande influência na vida de várias pessoas, apenas por ter feito parte da sua formação em pouco mais de três anos, e numa tão tenra idade, como era a dos seis aos dez anos; no entanto, a vontade de todos em voltar a ver aquela senhora, em prestar-lhe um simples mas sentido tributo, é a mais cabal prova de que a professora Glória foi uma professora diferente, um exemplo para muitos, e uma pessoa que nos marcou profundamente.
Mas, e agora falo por mim, não foi apenas a professora da primária que me deixou marcas. Ainda ontem recordei marcas que já não lembrava, como as físicas que o Bruno Marques e a Elisabete me deixaram numa troca de mimos que envolviam umas pedritas, como eu me ri e rio ainda neste momento a recordar aquela situação. Fora esta brincadeira que não podia deixar aqui de fora, as marcas que me deixaram foram essencialmente no espírito, ouvir as palavras que o Paulo Pinto nos dirigiu, em particular aquelas que me diziam respeito, deixa-me um profundo sentimento de orgulho, uma noção de que alguma coisa devo ter feito bem, e por isso agradeço ao Paulo por me recordar.
Não posso nem quero ser injusto e esquecer-me de alguém, todos foram especiais, todos me marcaram, mas a memória das brincadeiras com o Pedro e o João ainda hoje me deixam com o coração a bater mais depressa.
As primeiras paixonetas por todas as nossas colegas, sem dúvida as miúdas mais giras da escola primária nº 2 da Damaia entre 87 e 91, nunca podiam ficar fora deste pequeno tributo. Ainda ontem, quando já só os rapazes sobravam no encontro, lembrávamos os primeiros beijos, os esquemas que preparávamos para tentar um sorriso, um passeio de mão dada no recreio e, se tivéssemos muita sorte, um inocente beijo de crianças. Todos nos lembramos que a Joana e a Filipa Lopes eram inseparáveis, e tínhamos ainda a Sandra, a Ana Filipa, a Filipa Marques e a Elisabete. As recordações das brincadeiras com elas não são tão consistentes como as que envolviam apenas os rapazes, mas ninguém se esquece que a Joana estava sempre pronta a jogar à bola com os rapazes, que miúdos e miúdas disputávamos grandes jogos do mata, e que a nossa claque feminina nos jogos do campeonato da escola era a mais ruidosa e fiel.
Meus amigos, escrevo hoje com vinte e nove anos, teclo no meu portátil, mas por momentos fecho os olhos e imagino que tenho de novo nove anos e estou a escrever com uma caneta, provavelmente a BIC laranja, uma composição para a professora Glória a dizer o que de melhor se passou nos anos da primária. Abro os olhos e acordo para a realidade, não sem uma ponta de saudosismo, mas saudável, creio.
Ontem quando falei ao telefone com o Diogo, achei que não estávamos cada um com um telemóvel, mas que éramos de novo putos e estávamos em casa ao telefone fixo, dos antigos, com a roda dos números do telefone e não com os modernos digitais, e em vez de estarmos a recordar os bons velhos tempos estávamos sim a combinar ir combinar ir para casa do Diogo jogar no Spectrum que tinha disquetes.
Olho para o Costinha, hoje maior que eu, mas o que vejo é o miúdo que passava tardes em minha casa a brincar comigo e que partilhava comigo os recheados lanches que a minha avó nos preparava. O Bruno tem também que ser lembrado por ter sido o grande impulsionador desta reunião.
A competir com ele, apenas o Paulo Pinto que montou uma complexa máquina para encontrar o pessoal e conseguiu encontrar quase todos e os que ainda não encontrou certamente não vão conseguir manter o anonimato por muito mais tempo! Para o Paulo um especial abraço por ser alguém que sempre foi muito forte para superar as adversidades, logo desde a infância.
As tardes em casa do Bruno Marques, as cabeças partidas, os jogos de futebol, as jogadas que tinha com o Freitas, as zangas, as reconciliações, tantas recordações, mas não tantas como gostaria de ter.
O Pedro Carvalho, aquele que me acompanhou até mais tarde, a par da Joana, um amigo sempre presente no meu pensamento, mesmo com alguns anos sem falarmos.
Não posso esquecer o Bruno Alexandre, apesar de há muito não saber nada dele, a notícia da sua partida foi um choque, recordo o miúdo extremamente activo, imaginativo, o primeiro inventor que eu conheci.
A todos os que nomeei, mas não só, um muito obrigado sentido.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Em dia de Greve, a Liberdade, Sempre!

“Se todos os seres humanos, menos um, tivessem uma opinião, e apenas uma pessoa tivesse a opinião contrária, os restantes seres humanos teriam tanta justificação para silenciar essa pessoa, como essa pessoa teria justificação para silenciar os restantes seres humanos, se tivesse poder para tal. Caso uma opinião constituísse um bem pessoal sem qualquer valor exceto para quem a tem, e se ser impedido de usufruir desse bem constituísse apenas um dano privado, faria alguma diferença se o dano estava a ser infligido apenas sobre algumas pessoas, ou sobre muitas. Mas o mal particular em silenciar a expressão de uma opinião é o de que constitui um roubo à humanidade; à posteridade, bem como à geração actual; àqueles que discordam da opinião, mais ainda do que àqueles que a sustentam. Se a opinião estiver certa, ficarão privados da oportunidade de trocar erro por verdade; se estiver errada, perdem uma impressão mais clara e viva da verdade, produzida pela sua confrontação com o erro — o que constitui um benefício quase igualmente grande.”
John Stuart Mill, in Sobre a Liberdade

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Por que motivo assino por baixo o comunicado dos órgaos sociais do Benfica

Antes de mais, importa sublinhar uma das frases que abre o comunicado, o Benfica não pede condições de privilégio, nem os seus adeptos assim o desejam, o que queremos é igualdade de tratamento, o que não acontece nas arbitragens e muito menos nos meios de comunicação social.
A arbitragem da última sexta-feira foi das coisas mais desprezíveis que já vi num campo de futebol, muitos agora dizem que devemos "comer e calar", são os mesmos que hoje ainda falam no golo do Ronny do Paços ou no "penalty" sacado pelo Di Maria, portanto, pode falar-se de um lance num jogo mas de de quatro ou cinco não se pode dizer nada...
A comunicação social, em especial os comentadores desportivos vêem os jogos e os jogadores do Benfica de forma diferente dos outros clubes, atacam mais, criticam mais, toleram menos. São uns Lobos que os aí andam, talvez chateados com o sucesso de um técnico menos "catedrático" do que eles com as suas palavras caras e os seus comentários técnico-tácticos de algibeira.
Quanto ao boicote aos jogos fora, porque não? Não são os adeptos desses clubes que odeiam este clube? Não são esses adeptos que por dá cá aquela palha cantam a música da moda, o SLB, SLB, SLB, versão ordinária? Então, ninguém fica a perder, nós porque marcamos uma posição, tal como outros já fizeram lutos e outras coisas, e esses clubes porque deixam de ter as pessoas que (sabe-se lá porquê) tanto odeiam nos seus estádios.
O secretário de estado deve ser uma pessoa isenta e imparcial, as posições que tomou contra o Benfica e o ex-seleccionador são a prova que não tem nenhuma dessas características. Não traz nada de positivo ao desporto nacional, e nem sequer aplica as leis que lhe competem, por isso deve sair, até lá, não devemos manter com ele qualquer tipo de relação. Há muitos estádios no norte do país que terão sempre as portas abertas para ele...
Acima de tudo, concordo com este comunicado porque me senti roubado na sexta-feira, de tal forma que estava fora de mim, capaz de cometer uma loucura. Como eu, milhares de benfiquistas devem ter passado o fim-de-semana a sofrer porque um senhor deu o melhor de si e colocou em campo as suas habilidades. Senhor esse que ainda nem teve a dignidade de comentar a sua actuação, nem ele nem o responsável pela arbitragem! Já que não podemos nem devemos reagir de forma violenta, resta-nos tomar estas medidas que podem parecer teatrais, mas que substituem e bem reacções que se querem fora do desporto, mas, fora devem também estar pessoas que se passeiam pelos relvados a fazer o que querem de forma impune. Eu nem acredito que tenha existido algo por trás para o árbitro prejudicar claramente o Benfica, terá sido mesmo ele, sem pressões externas, a tomar o protagonismo por algo que tem contra o meu clube.
Termino apenas dizendo que, tristemente, suspeito que no próximo jogo o Benfica será beneficiado, numa absurda lei de compensação. Espero que isso não aconteça, espero que o árbitro seja o que este não foi capaz, imparcial, competente, correcto, e que o dérby lisboeta seja bem jogado e sem casos.
Quanto à violência que os benfiquistas sofrem de cada vez que vão ao norte, é triste que um gang organizado, que escolta presidentes até ao tribunal e faz emboscadas a adeptos e equipas do Benfica ande por aí à solta quando deviam estar enjaulados!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Casos

Eu entendo que se queira correr com o seleccionador, a sério, entendo. Eu fui dos que critiquei a escolha, logo, com naturalidade admito que a melhor forma de analisar o Mundial seria substituir a equipa técnica. Mas a fazer, seria na semana a seguir à eliminação.
Não quiseram, tudo bem, há males maiores.
Depois vem o caso... Se houve um caso, e houve, devia ter sido tratado na hora, e não meses depois do sucedido. Tal como acho que se houve perturbação do controlo, devia ter sido comunicada na hora, e não quando o médico (ir)responsável percebeu que tinha metido o pé na argola.
Há muito que a dita autoridade aparece envolvida em casos mal explicados, Nuno Assis, por exemplo...
Agora suspenderem o seleccionador desta maneira é uma brincadeira de mau gosto, mal fundamentada e sem nexo. Não é por isto que empatámos, o último apuramento foi sofrível, mas isto não tem nada a ver com futebol, e sim com uma birra de uma figurinha que de vez em quanto gosta de aparecer, desta vez como ofendido...
Hoje, mais do que nunca, é preciso limpar a porcaria que há na federação, na secretaria de estado, e por aí fora...

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago

Pequena mas sentida homenagem a um grande escritor, a um excelente homem, e um enorme português. Apenas agora tenho a noção de ter vivido no mesmo tempo que um homem desta dimensão. A obra ficará, sempre...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Claques são os adeptos normais

Há muito que sou contra as claques em Portugal, são grupos organizados de pessoas que não sabem estar num jogo de futebol. Há uns dias dizia com orgulho que o Estádio da Luz é o único onde não se ouvem cânticos contra clubes que não estão presentes (o que continua a ser verdade), mesmo essas "não claques organizadas" merecem esse crédito, algo que os adeptos das outras equipas portuguesas não podem dizer, já que gritam alto e a bom som pelo Benfica...
Mas o que se passa constantemente, e aqui apenas me preocupo com os adeptos do meu clube apesar de saber que em todos os estádios acontece também, é o lançamento de petardos para o relvado. O que é que aquelas mentes "brilhantes" esperam conseguir com atitudes destas? Apoiar? Ajudar? Se é isso que pensam, lamento mas não o fazem. Não apoiam porque cada vez que um petardo cai, o resto do estádio insurge-se num coro de assobios, o que não é positivo para a equipa. Não ajudam, porque interrompem o jogo, e é para isso que lá estamos, para ver um jogo, apenas um jogo e nada mais do que um jogo.
Ontem voltaram a fazê-lo, e a Uefa não tem fama de deixar passar estas coisas, e espero que não o faça desta vez. Espero que o castigo seja exemplar, mesmo, e contra mim falo, que isso signifique o Benfica jogar à porta fechada. Pode ser que assim aquelas alminhas metam alguma coisa na cabeça...

domingo, 28 de março de 2010

Este país não é para Grandes

Definitivamente, este país não é para grandes. Ontem tivémos mais um exemplo disso, mas voltemos um pouco atrás no tempo. Entre 2002 e 2004, o Porto de Mourinho passeava classe, não apenas por cá, mas especialmente pela Europa fora. Venceu quase tudo o que havia para vencer, e ainda assim havia muitos que colocavam em causa o seu mérito.
Hoje é o Benfica, com as devidas distâncias pois o Benfica ainda não venceu nada, que jogo após jogo dá exemplos de classe, no campeonato é mais do que justo líder, tem mantido uma consistência admirável, venceu sem espinhas a Taça da Liga, e na Liga Europa tem tido uma prestação muito interessante. Mas ainda assim, alguns continuam à espera do mínimo deslize para logo atirarem um profundo "eu sabia que isto não era para durar". Sou confrontado com comentários constantes de pessoas que continuam a apostar tudo numa quebra "inevitável?" do Benfica, por outro lado, ontem a equipa do Braga veio com um choradinho deplorável desvalorizar o valor do seu adversário, após a mais que certa lavagem ao cérebro à moda do porto que Domingos terá dado aos seus jogadores. Mossoró, que é conhecido pela sua rapidez, técnica e constantes simulações, tal como Mateus e outros bracarenses, veio queixar-se de semelhantes atitudes nos jogadores do Benfica, é preciso ter lata, descaramento e pouca vergonha!
Mossoró dizia que o Benfica não é uma super-equipa, concordo. Porém, recordo as palavras de um jogador do Marítimo que, após uma duvidosa derrota frente ao Braga teve um discurso semelhante dirigido à equipa minhota, considerando que estes eram semana após semana levados ao colo pelas arbitragens, algo que naturalmente os jogadores do Braga desmentem...
Não quero que levem o Benfica ao colo, nem quero que ponham nas bocas dos adeptos ou da equipa palavras que estes não dizem, ninguém diz que já somos campeões, mas que estamos no bom caminho para o ser, com toda a justiça. Tal como, aconteça o que acontecer, já fizémos uma excelente Liga Europa. Não prestem vassalagem, mas pensem um pouco antes de falar, ou então correm o risco de soar a quem sofre de uma profunda crise de dor-de-cotovelo, e isso é grave...
Força Benfica, agora e sempre, em sexto lugar, fora das competições europeias ou em primeiro e a impor respeito a todos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Por favor, Leya

Quando toneladas de livros são queimados, algo vai mal. Fica no ar um cheiro, não de papel, mas de esturro. É triste que não se encontrem soluções que evitem uma situação tão lamentável.
Descobri aqui um saco de plástico, coberto de frases soltas, "Leya aqui...Leya ali...Leya isto, Leya aquilo...". Com tanto incentivo à leitura, entristece-me que a Leya tenha destruído o produto do esforço de tantas pessoas com tamanha leviandade, mas entristece-me ainda mais que tão pouco se tenha falado sobre isto, ainda que devo reconhecer que a Ministra da Cultura falou e bem sobre o caso.

Zona de Tiro

Quem gosta de passear pelo Monsanto, a pé ou de bicicleta já terá tido a curiosa experiência de, entre o silêncio da mata, a companhia dos pássaros e aquela frescura do verde ali bem às portas da cidade, dizia eu que entre todas estas agradáveis sensações, ser interrompido por tiros. Sim, tiros, porque alguém teve a triste ideia de ali colocar um campo de tiro.
Há tempos, terminada a licença do espaço, correu a notícia que esta não seria revogada, para desagrado dos interessados (possivelmente os mesmos que um dia tiveram a infeliz ideia de querer ver a Feira Popular renascer no Monsanto. Fiquei feliz, porque creio que um espaço daqueles deve ser preservado, qual não foi o meu espanto quando há dias li que este processo está longe de estar terminado e que parece haver uma mudança de ideias da Câmara Municipal de Lisboa.
Numa época de tanta informação e contra-informação, espero que este seja apenas um triste boato, e que o campo de tiro seja deslocado, talvez para uma herdade de algum dos seus assíduos utilizadores, deixando o Monsanto em paz, para que o desporto e o convívio ao ar livre de todos os que amam aquele tesouro tão raro possa continuar.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Portuquê?

Ultimamente tenho ouvido muitas críticas à equipa de futebol do Benfica por alinhar quase sem portugueses. Nem vou perder tempo a dizer muito sobre o que me interessa, que é ver o Benfica a jogar bem e ganhar, independentemente da nacionalidade dos seus jogadores. O que me leva a escrever, é que os mesmos que criticam esta situação, esquecem (ou parecem esquecer), que essa coisa de nacionalidade já nem na selecção pega.
Esses passam dias a sonhar com Liédson na selecção, como outrora suspiraram por Pepe ou vibraram por Deco. Mas parece que o Benfica, para a crítica, é mais susceptível de se apontar o dedo que a própria equipa do país.
Por mera curiosidade, fiz uma curta e possivelmente falível pesquisa, pela lista de jogadores convocados para os próximos jogos, e, qual foi o meu espanto (ou não), ao perceber que dos 18, 5 nasceram fora... Os famosos casos de Deco e Pepe (Brasil), mas ainda, de Cabo Verde temos Rolando e Nani, e do Congo, Bosingwa.
Como disse, a fonte utilizada pode não ser a mais fiável, e não me custa até reconhecer que os dois primeiros casos são distintos dos segundos (na minha opinião), por estarem no país desde muito tenra idade. Simplesmente, quis deixar este pequeno texto contra a hipocrisia dos que atacam um clube pela sua (aparente) falta de patriotismo e esquecem que pior faz a selecção...

Pluralismo partidário ou o que quer que se trate...

Temos por aí uma excelsa política, por certo portadora de fortes convicções, que dê por onde der tem um cargo assegurado quando, por fim, terminar a onda de eleições que inunda o país neste ano de 2009.
Senão veja-se, já foi do CDS, apoia António Costa nas autárquicas em Lisboa, e concorre nas listas dos PSD às legislativas, curiosamente, na capital... Ou seja, a não ser que Bloco ou PC tenham resultados inesperados, parece-me que a senhora pode dormir descansada pois poleiro é coisa que não faltará...

O Rei vai rouco

Por algumas horas a Monarquia regressou ao nosso país. O inesperado acontecimento deu-se quando um grupo de monárquicos (se é que os há em número suficiente em Portugal para formar um grupo), decidiu substituir a bandeira do município de Lisboa pela da monarquia.
Ora, não há uma boa monarquia sem um rei, e os senhores lá colocaram no trono Lord Darth Vader.
Sem querer colocar em causa a capacidade de liderança do senhor, que é reconhecida por todos, há uma questão que me parece pertinente; na saga da guerra das estrelas o destino do vilão, que padecia de um problema crónico nas cordas vocais, não foi muito diferente do seu antecessor, el rei D. Carlos... Parece-me que temos mesmo de continuar com o Imperador Sócrates...

sábado, 8 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Goodbye Sir Bobby Robson

Há poucas pessoas capazes de gerar consenso de opiniões, especialmente no futebol. Se há alguém que o fez, foi Bobby Robson. Considerado um Cavalheiro por todos, espalhou simpatia por onde passou, para não falar da sua categoria como treinador. Sofreu apenas uma derrota, contra o cancro, adversário que tantas vezes venceu. Mas, com a fundação que criou, provavelmente muitas mais serão as derrotas que irá infligir a esse terrível adversário, mesmo depois de partir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

There will be blood

Os homossexuais não podem ser dadores de sangue no nosso país por, segundo os senhores do IPS estarem identificados como dadores de risco.
Como dador que sou, sabia desta monstruosidade há bastante tempo, mas recentemente foi notícia e lá apareceu um senhor a usar o argumento que citei. Creio que nos tempos que correm, com a informação disponível, pessoas com responsabilidade deveriam ser capazes de guardar os seus preconceitos para si, quanto mais não fosse, por vergonha.
Eu podia apresentar a esse senhor meia dúzia de machos lusitanos com comportamentos bem mais perigosos que o mais "aventureiro" dos homossexuais, mas esses podem, ainda que possam mais tarde ser chumbados nas análises... Mas, pergunto eu, essas análises não excluiriam o sangue daqueles que são vetados à partida, em caso de alguma anomalia? Continuamos a receber notícias destas que só não dão para rir porque são tristes demais...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Back to work

Um ano depois de ter caído na mesma situação de tantos milhares de portugueses, voltei a trabalhar. Espero que rapidamente aqueles que continuam com este problema possam ter a mesma sorte!

LOC

Comecei a escrever umas coisas para o site da Lusófona. Mais concretamente para a LOC (Lusófona Conteúdos Online), um portal que tem reportagens feitas por alunos de jornalismo e filmadas por alunos do curso de cinema. Estas reportagens são por norma de conferências organizadas pela universidade e parece-me um projecto muito interessante. Espreitem em loc.ulusofona.pt

Reencontro

Vi este vídeo num documentário do National Geographic e fiquei deliciado. Mostra o reencontro entre dois jovens que criaram um leão durante alguns meses, e que, um ano após o terem entregue a uma reserva para que este fosse devolvido ao seu habitat natural, voltaram para o ver. O resultado está no vídeo, que, simplesmente, fala por si.

terça-feira, 5 de maio de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Liberdade

Por subtil coincidência do destino, no próximo dia 25 de Abril, pelas comemorações do 35º aniversário da revolução que nos permite hoje viver em liberdade, em Santa Comba Dão um largo com o nome do ditador será inaugurado.
Quem decide fazer uma "brincadeira" destas, bem pode agradecer à Revolução dos Cravos, pois sem ela, a liberdade de expressão era um mito, e alguém que se lembrasse de inaugurar um Largo com o nome de um opositor do regime seria, no mínimo, impedido...
Sinto-me envergonhado por viver num país em que existem pessoas assim, mas uma vez mais agradeço ao 25 de Abril, pois graças a essa data, pessoas diferentes podem viver na mesma sociedade, sem medo de se exprimir, ainda que as suas ideologias sejam deste tipo.
Contrariamente ao que os senhores da terra do ditador pensariam, este seu gesto servirá para homenagear a revolução, e não para homenagear o senhor que caiu da cadeira.
A Liberdade tem destas coisas...